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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

'A situação do país está pavorosa', diz José Mayer, que estreia peça no Rio

Texto: Maria Fortuna
Foto: Marcos Ramos


José Mayer só terá quatro semanas de ensaios para compor Petruchio, protagonista de “Kiss me, Kate” — musical de Cole Porter que ganha versão assinada por Charles Möeller e Claudio Botelho, no fim deste mês. É a metade do tempo que ele dispôs para o espetáculo anterior, “Um violinista no telhado”.
“O pouco tempo de produção ajudou a comprimir os custos para que o espetáculo fosse viável, a situação do país está pavorosa”, diz. “O contexto econômico é desfavorável, ainda mais para a cultura... Tivemos que enxugar, e isso é uma radiografia do aperto financeiro que vivemos hoje”.
Zé define essa correria toda como “um caminho quase suicida”. “É um ato de extrema ousadia e coragem montar uma peça nessas condições”.
O ator volta ao palco quatro anos depois de “Um violinista...”, sua última peça (“teatro, para mim, tem sido como Copa do Mundo”), e de um “quebra-cabeça” para conciliar as agendas. “Foi um jogo de xadrez”. Não havia outra opção, pelo menos para Claudio Botelho. Apesar de ter os direitos da peça há onze anos, ele só conseguiu concretizar a montagem a partir do ok do ator. “Só faria esse espetáculo com o Zé”, disse Botelho à coluna, na época em que anunciou o projeto. “Isso é gentileza dele”, devolve Mayer. “Talvez eu fosse mesmo adequado para o papel por ser barítono”, diz.
Ele canta mais nesse espetáculo do que no anterior. “A música se tornou um fato no palco pra mim”, conta o ator, que costuma praticar tocando o piano de cauda que tem em casa. “A linguagem através da música tem um alcance profundo no espectador. Juntar a palavra e a sedução da melodia é uma comunicação muito poderosa”, afirma.
Mas o que mais o fascina nesse trabalho é a junção de teatro e bastidor. “É uma peça que acontece dentro de outra peça, simultaneamente. Essa situação me excita”.
Planos de voltar às novelas? “Por enquanto não, é bom descansar a nossa imagem. O desgaste é preocupante”.

domingo, 27 de julho de 2014

Gay em Império, José Mayer afirma: "Mais conservadora que a Tv, só a igreja".


Quem acompanha a carreira de José Mayer na TV e está acostumado a vê-lo na pele de galãs, se espanta com Cláudio, o personagem homossexual que ele viverá em "Império". Mas o que pouca gente sabe é que sua estreia no teatro, há 45 anos, foi com um papel em que dava um beijo gay. "Em Belo Horizonte, em 1969, no seio da tradicional família mineira e nos anos de chumbo, eu estava estreando no teatro em uma peça em que eu beijava um homem na boca", conta em conversa com o Purepeople.

Foi no espetáculo "Futebol, Alegria do Povo" que José Mayer começou sua trajetória nos palcos, em plena ditadura militar, já com uma cena tão polêmica. E esse não foi o único homossexual de sua carreira. "Em 1981 fiz uma peça chamada 'Bent', em que eu era um gay na alemanha nazista. (...) Acho que a função primordial do ator é ser corajoso e vivenciar coisas que a sociedade precisa conhecer e experimentar. Eu exercito isso com grande prazer e isso amplia também as minhas possibilidades como pessoa, a minha capacidade de percepção e compreensão do mundo", ele afirma.

Conhecido pelos papéis másculos e sedutores na TV, Mayer não teve receio de encarar um personagem que é bem casado com uma mulher, mas mantém um romance secreto com um rapaz. "Pelo contrário, eu fiquei desafiado a aceitar o papel. Porque o maior problema na carreira de um ator é a mesmice. E eu já estava um pouco cansado daquela função de sedutor, ainda que mais 'madurão'. Passou essa fase e é bom que venha um novo caminho, um novo desafio, é uma renovação boa para mim e também para o espectador", garante.

E toda a repercussão provocada pelo anúncio de que o "pegador" da ficção vai interpertar um gay que não sai do armário é encarada com bons olhos pelo artista: "A gente sabe que pode causar algum rumor, algum ruído, mas é bom que cause. Porque é uma ruptura de papel e de função, é natural que o público perceba essa diferença. Eu fico muito satisfeito porque acredito que o conteúdo desse personagem é rico e a realidade que ele vai retratar precisa ser mostrada na televisão. Tenho uma expectativa muito grande e acho que há uma grande possibilidade de identificação por parte do público", comenta.

Beijo gay X TV conservadora

Mesmo sendo de uma das gerações veteranas da teledramaturgia, José Mayer tem um discurso favorável à liberdade sexual. "Todo mundo é livre para ter o comportamento que deve ter. Há preconceito, e as minorias são de fato perseguidas, mas a tendência é que isso mude e que a aceitação dessas diferenças dessas escolhas, sobretudo no que diz respeito à sexualidade. Isso com o tempo vai ser absorvido e aceito. A moral também é uma coisa que se modifica com o passar dos anos, felizmente".

Perguntado sobre as chances de beijar o colega de elenco, Klebber Toledo, em cena, o ator descontrai: "As pessoas se beijam, não é? Os homossexuais, homens e mulheres se beijam... Até os animais se beijam! É como aquela canção de Cole Porter: 'todo mundo faz'". E, prestes a fazer parte do terceiro casal homossexual consecutivo no horário nobre da Globo, ele acredita que essa representatividade veio para ficar nas novelas.

"A televisão, por ser um veículo de grande alcance tende a ser muito mais conservadora. Só a igreja é mais conservadora que a TV. Mas até igreja tem se movido em relação à homossexualidade. Você vê que o Papa Francisco tem outra percepção das relações homossexuais. E mesmo sendo conservadora por natureza, a TV terá que se abrir para esse universo", pondera.

Fonte: Purepeople

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

José Mayer revela: 'Preciso merecer a Lilia Cabral'

O ator contou tudo sobre a parceria com a atriz em 'Saramandaia', além de curiosidades sobre a vida em entrevista exclusiva


Não importa o papel, ele sempre arranca suspiros das telespectadoras. Pinta de galã e olhar sedutor, José Mayer (63), marcou gerações e tem deixado muitas mulheres babando ao longo de sua carreira artística.

Contudo, o ator rejeita o título de expert no mundo feminino e garante que não é um grande entendido no assunto. Na nova versão de Saramandaia, porém, ele volta a interpretar um galanteador. Apesar de ser meio estranho por soltar formigas pelo nariz sempre que fica irritado, seu personagem, Zico Rosado, é charmoso e vive um triângulo amoroso com a mulher, Helena (Angela Figueiredo),e seu antigo amor, Vitória Vilar (Lilia Cabral).

Casado com a atriz Vera Fajardo (60) há mais de três décadas, o ator se orgulha da única filha, Júlia Fajardo (29), que também segue a carreira artística. Confira a entrevista exclusiva!

Conta Mais: Apesar da fama, você se considera um homem sensual?
José Mayer: Antes de qualquer coisa, me considero um ator interessante, que fez alguns trabalhos interessantes. E isso se agrega a mim como pessoa, vai se misturando comigo, aí aproveito e tiro uma casquinha dos créditos que os personagens me dão.

Conta Mais: Em Saramandaia, você continua abalando o coração das mulheres, mas estranhamente solta formiga pelo nariz. Como é isso?
JM: Eu convivo com algumas formigas saúvas nas cenas da novela, outras são digitalizadas. Hoje sou um expert em saúvas. Mas as mulheres, eu jamais entenderei. Por isso, elas são tão atraentes e interessantes.

Conta Mais: Chegou a assistir alguma cena da primeira versão da novela Saramandaia?
JM: Não. Já fiz alguns remakes de clássicos e prefiro não ver, porque a nova leitura acaba sendo uma criação original. E é bom que seja assim, para que eu coloque minha maneira de ver. Toda vez que um artista recria um trabalho, ele vai imprimir a sua nota pessoal, sua invenção própria. Não vale a pena buscar informações do trabalho que foi feito anteriormente.

Conta Mais: Explique como é essa rivalidade de seu personagem com o do Tarcisio Meira.
JM: Ele é meu inimigo de coração. A história na verdade é de três gerações, de amor e desamor. A cidade é dividida na guerra dessas duas famílias: a Vilar, Saramandista, e a Rosado, Bolebolense. Existe uma rixa muito grande, inclusive entre as cachaças. Sou o fabricante da cachaça Bole-Bole e eles querem fabricar a cachaça Saramandaia.

Conta Mais: E na vida real, você gosta da bebida, curte uma cachaça?
JM: Adoro cachaça, mas não espalha. Sou mineiro com descendência escocesa. De todos os lados, gosto de um bom destilado.

Conta Mais: E você é noveleiro?
JM: Não. Praticamente só vejo as novelas que faço. Mas tenho um carinho grande por Tieta (1989), por exemplo. Meu personagem, Osnar, era maravilhoso, muito divertido, gostei muito de fazê-lo.

Conta Mais: E essa nova parceria coma atriz Lilia Cabral? O que tem a dizer?
JM: É uma honra, uma sorte muito grande! Lilia é uma parceira de muitos anos. E não só ela, como também Fernanda Montenegro e o Tarcísio Meira. É um time, um Barcelona da teledramaturgia. Ou um Santos, um Atlético Mineiro…

Conta Mais: Mas você já viveu outros romances em novelas com a Lilia, não é?
JM: Preciso merecer a Lilia Cabral. Tenho que dar um trato, né? E hoje fico contente por um ator da minha idade ainda poder ainda viver uma história amorosa!

Conta Mais: Até pela fama de galã nas novelas, as mulheres te abordam nas ruas?
JM: Imagina! Que absurdo! O público gosta muito do meu trabalho e tem um grande apreço por mim. Fico honradíssimo com isso. E é só! Meu tempo de galã já passou.

Conta Mais: Como você convive com a tão comentada superexposição que a carreira de artista, geralmente acarreta?
JM: Não percebo grandes exposições da minha imagem. Nunca passei por isso, mas acho que teria problema se tentasse transformar minha vida pessoal em espetáculo.

Conta Mais: Mas você se incomoda com isso de alguma forma?
JM: Olha, a minha vida pessoal não interessa, de fato, a não ser uma ou outra informação, que acho natural que o público tenha curiosidade a respeito. Mas o espectador respeita a minha privacidade e até mesmo a própria imprensa compreende e me respeita, afinal, o trabalho é oque sempre deve interessar.

Conta Mais: Além de Saramandaia, tem algum outro projeto a curto prazo?
JM: Sim, um musical. Vou fazer o primeiro Cole Porter montado no Brasil, chamado Kiss me, Kate, com direção de Charles Muller e Claudio Botelho. Faço um duplo personagem: um dono de companhia chamado Fred e o Petruchio, de Megera Domada. E ainda canto canções deslumbrantes de Cole Porter.

Conta Mais: Sua filha, Júlia Fajardo, também é atriz. Sente-se orgulhoso com a escolha dela?
JM: Claro. Ela está na peça O Tempo e os Conways. Um belo espetáculo onde a Júlia reina absoluta. Ela está brilhante, simplismente maravilhosa.

Conta Mais: Você tem algum hobby?
JM: Tenho sim, a jardinagem. E gosto muito de estar na natureza, esculpindo as plantas, cuidando de árvores. E gosto muito de animais, também. É isso o que me descansa atualmente e o que mais me diverte.

Conta Mais: Com 63 anos, qual o seu segredo para manter a boa forma?
JM: Alimentação saudável, prazer no que faço e um pouco de ginástica. Nado e faço caminhada. Meu peso continua o mesmo. Como à moda francesa, ou seja, bem pouco.


[FONTE]

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Entrevista: Carol Cristal


Nome: Carol Cristal
Idade: 11 anos
Profissão: Atriz

Blog José Mayer Oficial: Vamos começar falando de você, ok?

Carolina Cristal: Ok

BJMO: Quando você resolveu que queria ser atriz?

Carolina: Eu ja queria ser atriz desde pequena...Acho que com uns 4 anos já queria... (risos)

BJMO: Por que surgiu a vontade de fazer Um Violinista No Telhado? E por qual motivo, você se apaixonou pela personagem e pela peça?

Carolina: Bom, primeiro eu fui no Rio de Janeiro assistir a peça e achei muito bom ! E eu e meus pais ja queriamos isso! Eu me apaixonei pela peça porque ela conta uma história muito interessante, e tambem por que quando eu fui fazer eu tinha todo o perfil...Tinha cabelos claros iguais o da Malu Rodrigues e eu era, sou branca....

BJMO:  Agora um pouquinho sobre nós. Carolina, você já havia visitado o nosso blog antes?

Carolina: Não, eu nunca tinha visto..Mais eu tinha ouvido falar muito do Blog

BJMO: E o que lhe diziam, e quem lhe falou sobre o blog? 

Carolina: Bom, eu ouvia do pessoal do Elenco..que tinha uma fã de um blog do José Mayer e falaram que o blog era maravilhoso...

BJMO: Ai que legal! E gostou da nossa homenagem ao José Mayer?

Carolina: Eu adorei! Achei muito incrivel!

BJMO: Você acha a existencia de fã clubes e blogs em homenagem aos ídolos legais, importantes, ou fora de propósito? Por quê?

Carolina: Eu acho muito interessante, tipo eles mostram o quanto o amam (ou adoram) o seu Idolo.

BJMO: Bom agora vamos falar um pouco de José Mayer e de Um Violinista no Telhado.Por que você resolveu querer entrar em Um Violinista No Telhado?

Carolina: Foi por que eu tinha todo o Perfil do musical. Por exemplo: A Malu Rodrigues ela tem cabelos loiros e eu tambem tenho, e por causa do tom de pele e eu achei muito interessante esse musical...Mais ainda quando eu vi o musical no Rio de Janeiro e amei ! Achei muito incrivel a historia do espetaculo...

BJMO: Qual foi a sua reação quando ficou sabendo da sua aprovação nas audições, e que seria uma das filhas de Tevye, e que o Tevye seria José Mayer?

Carolina: Eu chorei muito ! (risos) Eu achei muito incrivel, pois eu estaria na familia principal, mais mesmo que tipo eu fosse coro eu ja estaria feliz. Enfim, quando eu soube que o Jose Mayer era o Tevye eu achei muito legal, lá no Rio de Janeiro ele me viu e quando ele me viu na primeira vez que ele foi no teatro fazer tudo...corrido e essas coisas acho que ele se lembrou de mim...mais mesmo se nao...eu ja estaria feliz de trabalhar com ele...

BJMO: O José é uma pessoa incrível mesmo, não é atoa que criamos o blog. Você já conhecia o José Mayer antes de Um Violinista No Telhado?

Carolina: Não, eu não o conhecia antes...Só fui conhece-lo mesmo quando assisti Um Violinista no RJ.

BJMO: Como foi o dia que o conheceu?

Carolina: Foi muito legal, eu tirei a foto com ele e ele me perguntou se eu ja tinha feito um musical e eu disse que nao...Mais o mais engraçado foi que eu nunca tinha feito um musical e ele ter me perguntado isso e hoje eu estar fazendo meu primeiro musical com o José Mayer...

BJMO: Você já conhecia o trabalho de José Mayer? Já nutria algum tipo de admiração por ele, ou coisa do genero?

Carolina: Conhecia...Sim, eu achava bem legal, e antes eu pensava que se um dia eu fizesse uma novela a minha preferencia iria ser fazer com o José Mayer. Eu acho que quando ele fez a novela Fina Estampa que ele estava muito legal...e ainda por causa do musical com aquele cabelão!

BJMO: Salve o Pereirinha! Qual foi a reação da sua família ao ficar sabendo que você seria filha de José Mayer?

Carolina: Bom, quando eles ligaram eu estava voltando de viagem...E eles ligaram para minha mãe, meu pai ja tava meio desconfiado pois as minhas amigas que estão fazendo comigo (Thaynara Bergamim) ja tinham recebido a resposta...ai quando minha mãe voltou ela falou que eu tinha passado ela, meu pai, minhas tias e meu irmao ficaram muito felizes...eles choraram muito quando souberam....

BJMO: Obrigada Carolina pela atenção, muito sucesso, que você continue sempre assim, e fique a vontade pois as portas do blog estarão sempre abertas pra você!

Carolina: Obrigada!

BJMO: É galera essa foi a nossa primeira entrevista, a estrevistada Carolina Cristal demonstrou aqui o seu carinho por José Mayer. seu pai na peça Um Violinista No Telhado.


sábado, 26 de maio de 2012

‘Beijo técnico? Prefiro o uso de um bom enxágue bucal e beijar’, dispara José Mayer


José Mayer bancou o sincero ao ser entrevistado numa rádio ao perguntarem se existia beijo técnico. Eis a resposta: "Prefiro o uso de um bom enxágue bucal. Você vai cheirosinho e beija. Claro que há conversa antes". O ator também divertiu os ouvintes ao dizer o personagem que nunca fez e falta em seu currículo: “Um veado!”

sexta-feira, 25 de maio de 2012

José Mayer e Soraya Ravenle

José Mayer e Soraya Ravenle estiveram no Pânico no Rádio, veja como foi. 

TEATRO 

Emilio: Teatro é uma coisa bacana, nós sempre trazemos as principais peças aqui para divulgar o trabalho de vocês.


José Mayer: Que bom.

Emilio: É um negócio legal que tem pouca divulgação.

José Mayer: É verdade, e o teatro precisa muito disso.

Soraya: São poucas as peças que conseguem fazer sucesso.
Emilio: Os jovens não vão ao teatro, apenas nós “velhos” é que vamos.

José Mayer: Parece programa de geriatria, né? Bem vindos sejam todos os velhos.

Emilio: Sim, mas é preocupante...

José Mayer: Os jovens namoram outras mídias. É bacana você convidar os jovens a irem ao teatro.

A PEÇA 

Daniel: Já assisti a peça no clube Hebraica e é linda. Ela passa a essência do judaísmo. Que é a tradição.

José Mayer: É verdade.

Daniel: Devemos segui-la. Bola: Mas ela trata do quê? Tem coisa a ver com a segunda guerra mundial?

José Mayer: Não. É a história do êxodo judaico da Rússia do começo do século 20. É a história de um leiteiro que precisa se abrir para a modernidade. É um choque entre o velho e o novo.

Soraya: O novo é representado pelas filhas que não querem seguir as tradições como eram antigamente. Emilio: Com o Daniel foi assim.
Amanda: A mulher dele é católica.
Daniel: Na verdade a minha “fofó” é muito tradicional e queria que eu casasse com uma judia. 

MUSICAL 

Emilio: O musical é algo voltado mais para o entretenimento. Esse aí é um musical, mas tem conteúdo. Soraya: Ele une as pessoas. Ás vezes a música é maravilhosa e o texto é mais fraco, ou vice-versa. Tem essa excelência de todas as contribuições. As coreografias são os grandes momentos, as pessoas urram.
Amanda: O Zé Mayer dança?

José Mayer: Opa! Danço cara!

Amanda: Não imagino!

 José Mayer: Danço como o leiteiro, eu canto... 

Daniel: Você só estala o dedo.

José Mayer: Eu canto e danço como leiteiro. É a melhor coisa que faço no musical. Faço o leiteiro cantar. Não fico me exibindo em cima do palco.

ESCUTE A ENTREVISTA A RÁDIO

terça-feira, 6 de março de 2012

José Mayer: "O Olhar 43 já não existe mais"

José Mayer se reuniu com a imprensa na tarde desta sexta-feira (2), em São Paulo, para divulgar o musical "Um Violinista no Telhado". Depois de uma temporada em cartaz no Rio de Janeiro, o espetáculo estreia em São Paulo no dia 16 de março. Para a temporada paulistana, a grande novidade é que Mayer contracenará coma sua filha, Julia Fajardo, fruto de seu casamento com a também atriz Vera Fajardo. "É a primeira vez que a gente contracena. Ela é uma jovem atriz e é uma honra poder trabalhar com ela. Ensaiei com a Julia algumas vezes, quero ver como será com o público de verdade, pois com plateia ficamos mais permeáveis. Procuro encará-la como uma colega", disse o ator. Julia também falou sobre estar ao lado do pai nos palcos. "Estou felicíssima, nunca tinha trabalhado com ele e queremos trabalhar eu, meu pai e minha mãe, os três juntos. Ela entrou substituindo uma outra atriz. No começo foi difícil não misturar as estações", recorda.
Galã Mayer também falou sobre ser considerado galã. "O olhar 43 já não existe mais. A fama é residual, são tantas escalações para essa função [de galã] que carrego essa fama comigo. Fui galã até pouco tempo, e a função de galã é ingratíssima. As bichas falam: 'Tô bege', mas bege mesmo é o galã (risos). Não vou cuspir no prato que comi durante tantos anos. Digo que os galãs são beges porque eles são planos e lineares", analisa. Questionado sobre como se manteve no posto tanto tempo ao lado de nomes como Tony Ramos e Antônio Fagundes, respondeu. "Carisma vem da capacidade de atrair olhares, vem da formação. Eu não sei qual a formação desses jovens atores, qual o objetivo deles na profissão. Carisma é formação e talvez falte fundamento e formação a alguns dos jovens atores". Espetáculo "Entrei em pânico quando aceitei o papel. Pedi para colocar um isopor no estúdio que tenho em casa para ficar ensaiando. Trabalho não tem segredo, é empenho e preparação. Quem canta não é a vaidade, é o personagem. Sempre fui ator de texto, especialmente trágicos ou românticos. Essa peça é um moedor de corações. Estou muito feliz de, aos 63 anos, estar em um musical".
"Fina Estampa" "Foi ótimo fazer o Pereirinha. Ele é inconsequente e irreverente, mas não é um bandido. Quebrar a imagem do galã é sempre vom, abre o leque". Vida pessoal "Minha vida pessoal é monotemática e feliz. E como é feliz. Estou com a Vera há 41 anos e 37 casados. Nossa vida [dos atores] é tão mutante, flutuante, passamos por tantas mutações que procurei um porto seguro para onde eu posso voltar sempre. Sou mineiro, gosto de ter esse porto. A Júlia também faz parte do bom porto para onde eu sempre volto".
O musical Produzido por Charles Möeller e Claudio Botelho, "Um Violinista no Telhado" marca a estreia de Mayer em musicais. Baseado nos tradicionais contos judaicos de Sholom Aleichem, o título estreou na Broadway em 1964 e chegou a ficar em cartaz por sete anos. Mayer já tinha o desejo de participar de um musical há, pelo menos, quatro anos, quando começou a frequentar aulas de canto para atuar em "Um Boêmio no Céu" (2007), em que já entoava algumas canções de Catulo da Paixão Cearense. "O Zé tem uma capacidade absoluta para o musical, tem uma voz incrível. Ter o Zé no elenco é um gol. Foram três anos de 'namoro' para tê-lo em um elenco nosso", afirmou Charles Moeller, que assina a direção da peça.
O ator, por sua vez, diz que aprende com o gênero. "Estou aprendendo musical. Aqui há muito capricho, esmero e eu sempre persegui isso na minha carreira. Essa peça é um acerto." O espetáculo reúne um elenco de 43 atores e 17 músicos regidos pelo maestro Marcelo Castro. A superprodução conta ainda com 160 figurinos assinados por Marcelo Pies. Soraya Ravenle que tem um papel de destaque no espetáculo falou sobre a saída da filha, Julia, para a entrada de Julia Fajardo, filha de Mayer. "Brinco dizendo que foi uma troca de seis por meia dúzia. As duas são cultas, inteligentes. No espaço profissional existe cumplicidade, embora eu tenha procurado manter um distanciamento. Em alguns momentos, na temporada carioca, eu era tomada pela emoção no meio de uma cena e pensava: 'é o meu bebê'", disse, arrancando risos dos presentes.

Fonte: Quem

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

EXCLUSIVO: ''Nunca tive ciúmes. Eu dava risadas quando amigas perguntavam do meu pai'', diz Júlia Fajardo

Se em Fina Estampa, o Pereirinha não foi um exemplo para os filhos, na vida real, José Mayer faz o estilo "paizão" para Júlia Fajardo, fruto do casamento do ator com a atriz Vera Fajardo. Ela fez uma pequena participação em Páginas da Vida, exibida em 2006 pela Rede Globo e, este ano, fará um papel de destaque em O Rei Davi, que está no ar na Rede Record. Júlia será Tamar, filha do Rei Davi (Leonardo Brício), que é estuprada pelo irmão. A atriz contou que o pai já chegou a fazer perguntas a respeito desta cena do estupro, devido ao trabalho na série ser algo que vai apresentar a atriz ao grande público. "Levamos quase dois dias para gravar. A cena foi forte, mas muito bem cuidada", revela. Os olhos da moça brilham quando fala dos pais. "Um dos meus sonhos é ter os dois juntos comigo no palco". Em entrevista exclusiva à Contigo! Online, Júlia fala da harmonia familiar, de como é ser filha de um dos maiores galãs das novelas brasileiras e também sobre a decisão de seguir a mesma carreira dos pais.


ENTREVISTA CONTIGO! ONLINE.


Contigo! Online: Você é filha de um dos maiores galãs da TV. Já teve ciúmes? Viveu alguma situação engraçada por conta disso? 


Júlia Fajardo: Nunca tive ciúmes, eu dava risadas quando minhas amigas perguntavam sobre meu pai. Eu vivi uma situação muito engraçada quando eu tinha uns 15 anos. Uma amiga, mais ou menos da minha idade, foi lá em casa e pediu para ver onde meu pai dormia. Eu deixei e ela ficou encantada, falava: ‘Nossa, é aqui que ele dorme’.Depois ela pediu para conhecer o banheiro e ficou lá sentada no vaso sanitário olhando tudo, tipo ‘é aqui que ele fica’ (risos). Outra amiga minha já mais velha, às vezes, me pergunta. ‘E aí como está o José?’. Eu morro de rir, meu pai já virou José para ela. 


Contigo! Online: E fora das telas. Como seu pai é? 


Júlia Fajardo: As pessoas podem pensar que ele é meio sério, tipo galã, mas ele é caseiro e super brincalhão. Ele brinca e pergunta: ‘Não sei o que viram em mim. Eu não sou bonito’. Alguma coisa viram né? (risos). 


Contigo! Online: Com quem você se acha mais parecida? 


Júlia Fajardo: Acho que sou uma mistura, tanto na aparência quanto na personalidade. O meu pai é muito brincalhão, mas também é mais caseiro, gosta de ficar na dele e eu tenho esses momentos. Agora eu tenho uma alegria muito grande, característica da família da minha mãe. 


Contigo! Online: Seus pais souberam lidar com a fama. E você? Está preparada? 


Júlia Fajardo: Meus pais sempre foram muitos discretos e reservados. O assédio era mais em cima dele, mas ele é muito tranquilo quanto a isso. Acho que isso tudo faz parte e acho que vou saber lidar com isso assim como meus pais. Eu sei que sou mais jovem e no tempo deles, o assédio não era tão grande, a exposição era menor. Eu nunca vou deixar de sair por conta do assédio. Acho também que tudo é uma questão de diálogo. Quando estou com meu pai e algum fotógrafo se aproxima, paramos, posamos e pronto, acaba ali. Se você começar a fugir de tudo, vai enlouquecer. 


Contigo! Online: Falam que os pais são sempre muito protetores da filha única. Você já até mora sozinha. Como foi isso? 


Júlia Fajardo: Eu resolvi morar sozinha aos 23 anos. No início, senti um pouco de medo de falar essa decisão, afinal, a vida lá na casa dos meus pais era uma delícia. Nunca fui mimada ao ponto de ter tudo o que eu queria, na hora que eu queria, já recebi muito não. Só que o mimo vinha naquela forma de carinho. Até hoje falo com eles todos os dias. O meu pai brincava que eu poderia morar no anexo da casa, que é o escritório dele. Considero que foi muito bom, muito importante para nossa relação e para o meu crescimento. 


Contigo! Online: Existe uma lenda de que quem passa a morar sozinha, se desacostuma a morar junto. Você quer casar? Ter filhos? 


Júlia Fajardo: Sim, quero sim. Quero casar ainda e ter mais de um filho, pelo menos. Acho que filha única sempre tem esse desejo. Ter mais de um filho. Quando era bem pequena sentia falta de irmãos. Já em adolescente não, parece que adolescente briga muito com os irmãos, vejo com os meus amigos. 


Contigo! Online: Você pedia irmãos para seus pais? 


Júlia Fajardo: Sim, mas eles também queriam mais filhos. A minha mãe perdeu dois filhos depois de mim. Eles já demoraram em me ter, depois tentaram e perderam. Enfim, eu acho que tinha que ser filha única. 


Contigo! Online: Você está diante de um desafio no Rei Davi. Como foi gravar a cena em que a sua personagem é estuprada pelo irmão? 


Júlia Fajardo: No começo, a Tamar é amorosa e doce. Ela tem uma boa relação com os dois irmãos e jamais poderia imaginar que um deles iria mudar e sentir desejo por ela. Depois do estupro, ela passa a sofrer muito. Ela se sente culpada porque um irmão manda matar o outro por conta desse estupro. Demoramos quase dois dias para gravar a cena, que é muito forte, mas foi muito bem cuidada. Depois fui para maquiagem para caracterizar como ela fica após a violência e chorava ao ver as roupas em farrapos, as manchas roxas, arranhões. Tenho a pele muito sensível e não tinha como não sair sem nenhuma mancha roxa de verdade, apesar de todo o cuidado que tiveram comigo. 


Contigo! Online: Quais são seus sonhos? 


Júlia Fajardo: Nossa, são tantos (risos), Quero ter filhos, fazer cinema e fazer um trabalho encenando com a minha mãe e meu pai juntos. 


Contigo! Online: Você está namorando agora? 


Júlia Fajardo: Pode colocar aí que eu estou feliz? (risos) Ou então vou usar aquela frase. Não falo da minha vida pessoal (risos).

sábado, 5 de novembro de 2011

José Mayer começa a gravar Fina Estampa de barba e cabelos compridos

José Mayer gravou nesta terça-feira (1/11) as primeiras cenas como Pereirinha, o marido de Griselda (Lilia Cabral) dado como morto há 15 anos. De cabelos e barba grisalhos e compridos, o ator chamou a atenção de todos no estúdio com o visual do personagem. O pescador aparecerá de camiseta e bermuda velhas, sandálias franciscanas e, claro, a aliança do casamento com a portuguesa. “Acho que esse tipo é perfeito para o Pereirinha. Aparentemente, ele viveu isolado em uma ilha, meio náufrago. Essa matéria-prima aqui, barba e cabelo, serve exatamente para o personagem”, ele afirma. No capítulo que vai ao ar no dia 7 de novembro, Pereirinha ressurgirá no Jardim Oceânico, trazendo à tona todo o mistério sobre o seu desaparecimento. José Pereira sumiu no mar durante uma pescaria, mas o corpo dele nunca havia sido encontrado. Desde então, Griselda tomou a posição de líder da casa e se transformou na faz-tudo da região, até faturar o prêmio de R$ 50 milhões na loteria. Em seu primeiro dia de gravação como o misterioso pescador, José Mayer demonstra estar animado com o personagem: “Eu gosto muito desse Pereirinha que eu começo a fazer agora. Embora ele tenha inúmeros defeitos, seja um preguiçoso, um vagabundo, ele tem a qualidade de ser um homem alegre”. Fique ligado em Fina Estampa e não perca as primeiras cenas de José Mayer como Pereirinha! Elas vão ao ar a partir da próxima segunda-feira, 7 de novembro!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

José Mayer: “As mulheres não estão satisfeitas com meu novo visual”

José Mayer participou da coletiva de imprensa da novela “Fina Estampa” na manhã desta quinta-feira (4), no Rio de Janeiro. “As mulheres não estão satisfeitas com meu novo visual. Elas não estão gostando, mas é para o personagem da peça”, afirmou o ator, que protagoniza o espetáculo “Um violinista no telhado”.

Ele contou que já está acostumado com o look. “Agora já estou mais acostumado, incomoda nos primeiros meses.”

Mayer contou ainda que pretende atuar em novos espetáculos. “Vou fazer mais musicais. Tomei gosto”, diz. Sobre a novela, ele não adiantou detalhes. “Da novela, ainda não sei muito porque entro mais para frente.”
Confira as fotos!



domingo, 31 de julho de 2011

José Mayer é entrevistado no Programa do Jô.

O #DIVO José Mayer esteve nesta sexta-feira 29 de julho no "Programa do Jô"

"José Mayer está em cartaz no Rio com o musical “Um Violinista no Telhado” com direção de Charles Möeller e Claudio Botelho. Há pelo menos três anos, o ator começou a freqüentar aulas de canto preparando-se para a empreitada"


"O ator José Mayer está em cartaz com a peça “Um violinista no telhado”, espetáculo da dupla Charle"s Moeller e Cláudio Botelho. O ator comentou sobre seu novo visual, com barba grande e cabelos mais compridos do que de costume. Disse que gosta da sensação de mexer a cabeça e sentir o cabelo balançando.

José Mayer falou sobre a gripe que pegou na véspera da estreia do musical e disse que o ator de um musical é como um atleta. Ao contrário do ator de teatro, cujo personagem pode ficar rouco, gripado ou fanho, o ator do musical não pode deixar de cantar e precisa estar sempre bem em cena.

Durante a entrevista, José Mayer mostrou um telegrama que recebeu, no início da carreira, de Procópio Ferreira. Ele considera esse telegrama o seu diploma e por isso o mantém enquadrado numa
parede de casa."

Aqui seguem os videos da entrevista:


PARTE 1


PARTE 2

ASSISTAM!!

OBRIGADA E BEIJOS

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