Mostrando postagens com marcador José Mayer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador José Mayer. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

José Mayer passeia tranquilamente pelo bairro de Ipanema



Na tarde desta segunda-feira (19), o eterno galã da Rede Globo, José Mayer, foi clicado durante um passeio pelo bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro. Porém, o ator não foi reconhecido e seguiu tranquilo com sua caminhada.

Nas imagens, Zé Mayer aparece usando sandálias e carregando uma bolsa nas costas. Mesmo percebendo que estava sendo clicado, o ator não deu bola para os paparazzi de plantão.

O ator está nas telinhas na pele de Cláudio Bolgari, da novela Império, da Rede Globo.

domingo, 27 de julho de 2014

Gay em Império, José Mayer afirma: "Mais conservadora que a Tv, só a igreja".


Quem acompanha a carreira de José Mayer na TV e está acostumado a vê-lo na pele de galãs, se espanta com Cláudio, o personagem homossexual que ele viverá em "Império". Mas o que pouca gente sabe é que sua estreia no teatro, há 45 anos, foi com um papel em que dava um beijo gay. "Em Belo Horizonte, em 1969, no seio da tradicional família mineira e nos anos de chumbo, eu estava estreando no teatro em uma peça em que eu beijava um homem na boca", conta em conversa com o Purepeople.

Foi no espetáculo "Futebol, Alegria do Povo" que José Mayer começou sua trajetória nos palcos, em plena ditadura militar, já com uma cena tão polêmica. E esse não foi o único homossexual de sua carreira. "Em 1981 fiz uma peça chamada 'Bent', em que eu era um gay na alemanha nazista. (...) Acho que a função primordial do ator é ser corajoso e vivenciar coisas que a sociedade precisa conhecer e experimentar. Eu exercito isso com grande prazer e isso amplia também as minhas possibilidades como pessoa, a minha capacidade de percepção e compreensão do mundo", ele afirma.

Conhecido pelos papéis másculos e sedutores na TV, Mayer não teve receio de encarar um personagem que é bem casado com uma mulher, mas mantém um romance secreto com um rapaz. "Pelo contrário, eu fiquei desafiado a aceitar o papel. Porque o maior problema na carreira de um ator é a mesmice. E eu já estava um pouco cansado daquela função de sedutor, ainda que mais 'madurão'. Passou essa fase e é bom que venha um novo caminho, um novo desafio, é uma renovação boa para mim e também para o espectador", garante.

E toda a repercussão provocada pelo anúncio de que o "pegador" da ficção vai interpertar um gay que não sai do armário é encarada com bons olhos pelo artista: "A gente sabe que pode causar algum rumor, algum ruído, mas é bom que cause. Porque é uma ruptura de papel e de função, é natural que o público perceba essa diferença. Eu fico muito satisfeito porque acredito que o conteúdo desse personagem é rico e a realidade que ele vai retratar precisa ser mostrada na televisão. Tenho uma expectativa muito grande e acho que há uma grande possibilidade de identificação por parte do público", comenta.

Beijo gay X TV conservadora

Mesmo sendo de uma das gerações veteranas da teledramaturgia, José Mayer tem um discurso favorável à liberdade sexual. "Todo mundo é livre para ter o comportamento que deve ter. Há preconceito, e as minorias são de fato perseguidas, mas a tendência é que isso mude e que a aceitação dessas diferenças dessas escolhas, sobretudo no que diz respeito à sexualidade. Isso com o tempo vai ser absorvido e aceito. A moral também é uma coisa que se modifica com o passar dos anos, felizmente".

Perguntado sobre as chances de beijar o colega de elenco, Klebber Toledo, em cena, o ator descontrai: "As pessoas se beijam, não é? Os homossexuais, homens e mulheres se beijam... Até os animais se beijam! É como aquela canção de Cole Porter: 'todo mundo faz'". E, prestes a fazer parte do terceiro casal homossexual consecutivo no horário nobre da Globo, ele acredita que essa representatividade veio para ficar nas novelas.

"A televisão, por ser um veículo de grande alcance tende a ser muito mais conservadora. Só a igreja é mais conservadora que a TV. Mas até igreja tem se movido em relação à homossexualidade. Você vê que o Papa Francisco tem outra percepção das relações homossexuais. E mesmo sendo conservadora por natureza, a TV terá que se abrir para esse universo", pondera.

Fonte: Purepeople

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

José Mayer revela: 'Preciso merecer a Lilia Cabral'

O ator contou tudo sobre a parceria com a atriz em 'Saramandaia', além de curiosidades sobre a vida em entrevista exclusiva


Não importa o papel, ele sempre arranca suspiros das telespectadoras. Pinta de galã e olhar sedutor, José Mayer (63), marcou gerações e tem deixado muitas mulheres babando ao longo de sua carreira artística.

Contudo, o ator rejeita o título de expert no mundo feminino e garante que não é um grande entendido no assunto. Na nova versão de Saramandaia, porém, ele volta a interpretar um galanteador. Apesar de ser meio estranho por soltar formigas pelo nariz sempre que fica irritado, seu personagem, Zico Rosado, é charmoso e vive um triângulo amoroso com a mulher, Helena (Angela Figueiredo),e seu antigo amor, Vitória Vilar (Lilia Cabral).

Casado com a atriz Vera Fajardo (60) há mais de três décadas, o ator se orgulha da única filha, Júlia Fajardo (29), que também segue a carreira artística. Confira a entrevista exclusiva!

Conta Mais: Apesar da fama, você se considera um homem sensual?
José Mayer: Antes de qualquer coisa, me considero um ator interessante, que fez alguns trabalhos interessantes. E isso se agrega a mim como pessoa, vai se misturando comigo, aí aproveito e tiro uma casquinha dos créditos que os personagens me dão.

Conta Mais: Em Saramandaia, você continua abalando o coração das mulheres, mas estranhamente solta formiga pelo nariz. Como é isso?
JM: Eu convivo com algumas formigas saúvas nas cenas da novela, outras são digitalizadas. Hoje sou um expert em saúvas. Mas as mulheres, eu jamais entenderei. Por isso, elas são tão atraentes e interessantes.

Conta Mais: Chegou a assistir alguma cena da primeira versão da novela Saramandaia?
JM: Não. Já fiz alguns remakes de clássicos e prefiro não ver, porque a nova leitura acaba sendo uma criação original. E é bom que seja assim, para que eu coloque minha maneira de ver. Toda vez que um artista recria um trabalho, ele vai imprimir a sua nota pessoal, sua invenção própria. Não vale a pena buscar informações do trabalho que foi feito anteriormente.

Conta Mais: Explique como é essa rivalidade de seu personagem com o do Tarcisio Meira.
JM: Ele é meu inimigo de coração. A história na verdade é de três gerações, de amor e desamor. A cidade é dividida na guerra dessas duas famílias: a Vilar, Saramandista, e a Rosado, Bolebolense. Existe uma rixa muito grande, inclusive entre as cachaças. Sou o fabricante da cachaça Bole-Bole e eles querem fabricar a cachaça Saramandaia.

Conta Mais: E na vida real, você gosta da bebida, curte uma cachaça?
JM: Adoro cachaça, mas não espalha. Sou mineiro com descendência escocesa. De todos os lados, gosto de um bom destilado.

Conta Mais: E você é noveleiro?
JM: Não. Praticamente só vejo as novelas que faço. Mas tenho um carinho grande por Tieta (1989), por exemplo. Meu personagem, Osnar, era maravilhoso, muito divertido, gostei muito de fazê-lo.

Conta Mais: E essa nova parceria coma atriz Lilia Cabral? O que tem a dizer?
JM: É uma honra, uma sorte muito grande! Lilia é uma parceira de muitos anos. E não só ela, como também Fernanda Montenegro e o Tarcísio Meira. É um time, um Barcelona da teledramaturgia. Ou um Santos, um Atlético Mineiro…

Conta Mais: Mas você já viveu outros romances em novelas com a Lilia, não é?
JM: Preciso merecer a Lilia Cabral. Tenho que dar um trato, né? E hoje fico contente por um ator da minha idade ainda poder ainda viver uma história amorosa!

Conta Mais: Até pela fama de galã nas novelas, as mulheres te abordam nas ruas?
JM: Imagina! Que absurdo! O público gosta muito do meu trabalho e tem um grande apreço por mim. Fico honradíssimo com isso. E é só! Meu tempo de galã já passou.

Conta Mais: Como você convive com a tão comentada superexposição que a carreira de artista, geralmente acarreta?
JM: Não percebo grandes exposições da minha imagem. Nunca passei por isso, mas acho que teria problema se tentasse transformar minha vida pessoal em espetáculo.

Conta Mais: Mas você se incomoda com isso de alguma forma?
JM: Olha, a minha vida pessoal não interessa, de fato, a não ser uma ou outra informação, que acho natural que o público tenha curiosidade a respeito. Mas o espectador respeita a minha privacidade e até mesmo a própria imprensa compreende e me respeita, afinal, o trabalho é oque sempre deve interessar.

Conta Mais: Além de Saramandaia, tem algum outro projeto a curto prazo?
JM: Sim, um musical. Vou fazer o primeiro Cole Porter montado no Brasil, chamado Kiss me, Kate, com direção de Charles Muller e Claudio Botelho. Faço um duplo personagem: um dono de companhia chamado Fred e o Petruchio, de Megera Domada. E ainda canto canções deslumbrantes de Cole Porter.

Conta Mais: Sua filha, Júlia Fajardo, também é atriz. Sente-se orgulhoso com a escolha dela?
JM: Claro. Ela está na peça O Tempo e os Conways. Um belo espetáculo onde a Júlia reina absoluta. Ela está brilhante, simplismente maravilhosa.

Conta Mais: Você tem algum hobby?
JM: Tenho sim, a jardinagem. E gosto muito de estar na natureza, esculpindo as plantas, cuidando de árvores. E gosto muito de animais, também. É isso o que me descansa atualmente e o que mais me diverte.

Conta Mais: Com 63 anos, qual o seu segredo para manter a boa forma?
JM: Alimentação saudável, prazer no que faço e um pouco de ginástica. Nado e faço caminhada. Meu peso continua o mesmo. Como à moda francesa, ou seja, bem pouco.


[FONTE]

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Feliz Aniversário José Mayer

   O que dizer desse dia tão especial, não só pra mim, mas para todos nós fãs do Zé? O que dizer, como colocar em palavras tudo que nosso coração deseja a ele?

   Nesse dia tão especial, eu queria desejar a você Zé, muito mais que um feliz aniversario, queria te desejar toda a felicidade do mundo e toda saúde para que a cada dia você possa estar presente direta ou indiretamente em nossas vidas.

   Espero que você esteja gostando dessa grande homenagem, que é o blog, pois Ingrid e eu trabalhamos a cada dia somente para agradar a uma pessoa: você.

   Há um tempo, Ingrid e eu, que chamamos a Nat, que foi a grande responsável pela criação do blog, de #DIVA, resolvemos criar um termo para designar você e esse termo é #DIVO.

   Portanto, #DIVO um feliz aniversario pra você! Que você seja realizado em tudo, que venham muitos outros galãs e que você continue com esse jeito charmoso e simples sempre.

   Um beijo meu, da Ingrid e de todos os seus fãs que queriam ter a oportunidade que temos de te desejar de alguma forma os votos de felicidades.

Giulia Sanches.

___________________________________________________________

Logo abaixo segue um vídeo criado por mim, Ingrid Grandini, em homenagem ao ídolo José Mayer, gostaria muito da atenção de vocês, e que todos vocês pudessem parar por 5 minutos ao longo de suas 24 horas para assistir.



Obrigada.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mayer ilustra Calendário 'Cabeleireiros Contra Aids'

Edição 2013 do projeto beneficente - produzido pela L’Oréal com renda em prol da Sociedade Viva Cazuza - reúne ainda nomes como os de Nathália Rodrigues, Letícia Spiller, Ney Matogrosso e outros.

Fernanda Vasconcellos, Adriana Birolli, Letícia Spiller, José Mayer, Cássia Kis, Bárbara Paz, Juliana Alves e outros famosos posaram para o Calendário L’Oréal 2013 Cabeleireiros Contra Aids. O projeto, iniciativa da L’Oréal com a Unesco, reúne todos os anos 12 celebridades que doam seus cachês para a Sociedade Viva Cazuza. Nesta sexta-feira, 24, foram divulgadas as fotos de making of do calendário. 


[FONTE]

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

José Mayer passeia com Julia Fajardo no Rio de Janeiro.

José Mayer passeia com a filha em shopping 

O ator esteve com a filha, a atriz Júlia Fajardo, na Gávea, na Zona Sul do Rio.

José Mayer passeou com a filha, a atriz Júlia Fajardo, em shopping na Gávea, na Zona Sul do Rio, na tarde desta terça-feira, 21. O ator, que estava com o cabelo e a barba maiores durante a sua participação na novela "Fina Estampa" e no musical "Um violinista no telhado", está de novo visual

José Mayer passeia com a filha em shopping do Rio (Foto: Mickael Machado / AgNews).

 José Mayer passeia com a filha em shopping do Rio (Foto: Mickael Machado / AgNews).

 

José Mayer passeia com a filha em shopping do Rio (Foto: Mickael Machado / AgNews)

 [FONTE]

 

José Mayer dá adeus à barba longa e passeia com a filha

 Pouco tempo depois de afirmar que, mesmo de férias do palco e da tevê, não tinha coragem de tirar a longa barba que ostentou durante a novela Fina Estampa, da Globo, e a peça Um Violinista no Telhado, que esteve em cartaz São Paulo, José Mayer mudou de ideia.

O ator foi fotografado nesta terça-feira (21) na Gávea, na zona sul do Rio de Janeiro, com um novo visual: ele ainda mantém os pelos no rosto, mas eles estão bem mais curtos, como você pode conferir.
Na ocasião, ele estava acompanhado da filha, a atriz Júlia Fajardo. Os dois aproveitaram o tempo juntos e almoçaram em um shopping da região.


José Mayer dá adeus à barba longa e passeia com a filha

 [FONTE]

 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Com novo visual, José Mayer confessa: "Não tive coragem de tirar a barba"




O ator, que interpretou personagens barbudos na TV e no teatro, falou sobre o assunto em sessão especial de musicalJosé Mayer (Foto: Fabio Cordeiro/Revista QUEM)



 José Mayer apareceu com um visual diferente ao prestigiar a sessão para convidados da peça "Milton Nascimento – Nada será como antes – O Musical", no Theatro Net Rio, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O ator surgiu com uma barba aparada, depois de tê-la mantido bem volumosa para interpretar o leiteiro judeu Tevye no espetáculo "Um Violinista no Telhado".

"Hoje completa um mês que o personagem se foi. Ainda não tive coragem de tirar a barba", confessou ele, na noite de quarta-feira (15), que usou o mesmo look em toda a novela "Fina Estampa" para dar vida ao personagem Pereirinha.
Enquanto aguardava o início do espetáculo, José listou suas preferências no universo da música. "Tenho todas as razões para estar aqui. Arrebentei os ouvidos dos meus vizinhos ouvindo Milton e Pink Floyd", contou se referindo também ao cantor da MPB, o grande homenageado da nova peça.
Para o ator veterano, as canções possuem um significado especial. "As músicas alimentaram minha juventude, meus sonhos e minha luta do trabalho no teatro", disse ele que, em seguida, explicou sua admiração por Milton. "Ele tem sofisticação musical e vem de uma linhagem belíssima de compositores", contou José, que adora ouvir principalmente "Chegadas e Partidas" e "Todos os Dias"



 

 




sábado, 26 de maio de 2012

‘Beijo técnico? Prefiro o uso de um bom enxágue bucal e beijar’, dispara José Mayer


José Mayer bancou o sincero ao ser entrevistado numa rádio ao perguntarem se existia beijo técnico. Eis a resposta: "Prefiro o uso de um bom enxágue bucal. Você vai cheirosinho e beija. Claro que há conversa antes". O ator também divertiu os ouvintes ao dizer o personagem que nunca fez e falta em seu currículo: “Um veado!”

sexta-feira, 25 de maio de 2012

José Mayer e Soraya Ravenle

José Mayer e Soraya Ravenle estiveram no Pânico no Rádio, veja como foi. 

TEATRO 

Emilio: Teatro é uma coisa bacana, nós sempre trazemos as principais peças aqui para divulgar o trabalho de vocês.


José Mayer: Que bom.

Emilio: É um negócio legal que tem pouca divulgação.

José Mayer: É verdade, e o teatro precisa muito disso.

Soraya: São poucas as peças que conseguem fazer sucesso.
Emilio: Os jovens não vão ao teatro, apenas nós “velhos” é que vamos.

José Mayer: Parece programa de geriatria, né? Bem vindos sejam todos os velhos.

Emilio: Sim, mas é preocupante...

José Mayer: Os jovens namoram outras mídias. É bacana você convidar os jovens a irem ao teatro.

A PEÇA 

Daniel: Já assisti a peça no clube Hebraica e é linda. Ela passa a essência do judaísmo. Que é a tradição.

José Mayer: É verdade.

Daniel: Devemos segui-la. Bola: Mas ela trata do quê? Tem coisa a ver com a segunda guerra mundial?

José Mayer: Não. É a história do êxodo judaico da Rússia do começo do século 20. É a história de um leiteiro que precisa se abrir para a modernidade. É um choque entre o velho e o novo.

Soraya: O novo é representado pelas filhas que não querem seguir as tradições como eram antigamente. Emilio: Com o Daniel foi assim.
Amanda: A mulher dele é católica.
Daniel: Na verdade a minha “fofó” é muito tradicional e queria que eu casasse com uma judia. 

MUSICAL 

Emilio: O musical é algo voltado mais para o entretenimento. Esse aí é um musical, mas tem conteúdo. Soraya: Ele une as pessoas. Ás vezes a música é maravilhosa e o texto é mais fraco, ou vice-versa. Tem essa excelência de todas as contribuições. As coreografias são os grandes momentos, as pessoas urram.
Amanda: O Zé Mayer dança?

José Mayer: Opa! Danço cara!

Amanda: Não imagino!

 José Mayer: Danço como o leiteiro, eu canto... 

Daniel: Você só estala o dedo.

José Mayer: Eu canto e danço como leiteiro. É a melhor coisa que faço no musical. Faço o leiteiro cantar. Não fico me exibindo em cima do palco.

ESCUTE A ENTREVISTA A RÁDIO

'Estou condenado a esse visual', diz José Mayer sobre barba grisalha

Por enquanto, José Mayer não vai abandonar o visual grisalho que marcou seu personagem na novela "Fina Estampa", quando interpretou Pereirinha. "Estou condenado a esse visual. Posso dizer que é uma condenação gloriosa, já que funcionou bem tanto para a TV como para o teatro", disse o ator na noite desta segunda-feira, 21, durante uma estreia musical em Copacabana, Zona Sul do Rio. Longe das telinhas, José Mayer vai se dedicar ao espetáculo "Um violinista no telhado", que inicia a sua temporada nos palcos de São Paulo. Na história, ele interpreta o judeu Tevye e essa nova temporada vai contar ainda com a participação da filha de Mayer, Júlia Fajardo.



Fontes: Ego

sábado, 21 de abril de 2012

Critica = Um Violinista no Telhado: um espetáculo comovente e belíssimo!


Após grande sucesso de público e de crítica no Rio de Janeiro, está em cartaz em São Paulo, no Teatro Alfa, a montagem brasileira do musical “Um Violinista no Telhado”, dirigido por Charles Moëller e Cláudio Botelho. A dupla Moëller e Botelho já se tornou uma verdadeira grife no mundo dos espetáculos musicais. Em “Um Violinista no Telhado”, justificam mais uma vez a enorme ansiedade que tem precedido cada uma de suas montagens. O espetáculo é belíssimo! O musical “Um Violinista no Telhado” é baseado no romance “Tevye, o leiteiro”, de Sholem Aleichem. Com música de Jerry Bock, letras de Sheldon Harnick, libreto de Joseph Stein e coreografia de Jerome Robbins, o musical estreou na Broadway em 1964, alcançando grande sucesso. Obteve 10 indicações ao prêmio Tony (o Oscar do teatro musical americano), tendo faturado 9 deles, e foi o primeiro musical a ultrapassar a marca de 3 mil apresentações ao longo dos 10 anos que ficou em cartaz, tornando-se um clássico do gênero. Em 1971, ganhou uma versão cinematográfica, com Chaim Topol no papel do leiteiro Tevye. O sucesso, igualmente, foi enorme. O filme foi vencedor de quatro prêmios Oscar. A montagem brasileira estreou no final de maio do ano passado, no Rio de Janeiro. Como amante de musicais, não quis aguardar o início da temporada paulistana e fui ao Rio conferir o espetáculo. Ao encerrar-se a primeira apresentação que presenciei, estava maravilhado. É, sem dúvida, um dos mais belos musicais que já vi! O musical aborda vários aspectos da cultura judaica, que está presente nos símbolos, nos figurinos, na caracterização dos personagens (homens de cabelo crescido e barba e mulheres com cabelos na cintura), nas músicas, nas danças e nas orações. Todavia, é um equívoco imaginar que o musical se circunscreve ao universo judeu. Na realidade, o espetáculo parte das tradições judaicas para tratar de valores e questões universais e atemporais, tais como a liberdade, a tolerância, o eterno conflito de gerações, a família, as desigualdades sociais e as transformações dos costumes diante da evolução do mundo.


Há quem ainda insista em dizer que o teatro musical é superficial, fútil e alienante, privilegiando o entretenimento e a forma da apresentação em detrimento do conteúdo e da reflexão. É um preconceito que se criou nos anos de ditadura militar, quando as manifestações artísticas se tornaram um dos instrumentos para combater a opressão, a forte censura e a falta de liberdade de expressão. Naquela época, a arte que não fosse politicamente engajada seria considerada alienada. É um preconceito que já deveria ter sido superado, pois a atual conjuntura política é outra, mas ainda existe. Porém, diminui a passos largos e com a mesma rapidez que o gênero cresce e cai definitivamente no gosto do público brasileiro. Diante de “Um Violinista no Telhado”, um preconceituoso e renitente crítico teria dificuldade em encontrar argumentos para desprestigiar o teatro musical. A intensidade dramática e a profundidade com que diversas questões de forte conteúdo humanista são apresentadas durante o espetáculo só ficam ainda mais valorizadas com a música e a têm como eficiente aliada, por emocionar e envolver o público mais naturalmente, propiciando uma maior reflexão. O enredo se passa na fictícia Anatevka, um vilarejo da Ucrânia, no ano de 1905, onde russos e judeus convivem e têm de enfrentar as tensões de uma Rússia czarista num período pré-revolucionário. No centro da trama está a questão da tradição, que dá estabilidade ao povo judeu e define o papel que cada um deve exercer na sociedade: os pais, as mães, os filhos, as filhas, o leiteiro, o açougueiro, o rabino, a casamenteira e até o mendigo. Sem ela, viveriam sob o risco do desequilíbrio e da instabilidade, como um violinista no telhado. Quando as filhas mais velhas do leiteiro Tevye começam a escolher por conta própria os seus maridos, justamente num momento em que as turbulências políticas da época atingem o vilarejo, a tradição é questionada e toma corpo a necessidade de se adaptar aos novos tempos.


O cenário é montado com madeira rústica, o que acentua o aspecto de uma pequena aldeia do interior. Painéis verticais são deslizados por trilhos e mudam o ambiente interior da casa para o quintal, floresta, praça, taverna e outras locações. Além disso, a profundidade do palco possibilita a criação de planos de fundo, como a cidade, uma ponte ou uma estação de trem, de onde se vê um trem cruzando o horizonte na madrugada, numa cena bastante interessante e bela. A iluminação de Paulo Cesar Medeiros valoriza e completa os diversos ambientes internos e externos, além de realçar os momentos de alegria e tristeza vividos. A direção musical, a cargo de Marcelo Castro, recebeu o Prêmio Shell no Rio de Janeiro. As coreografias são outro ponto alto do espetáculo, destacando-se não apenas as danças judaicas, mas também as russas, numa cena onde os bailarinos contagiam a plateia com muita vibração e energia, além, é claro, da boa técnica.


O leiteiro Tevye é brilhantemente interpretado por José Mayer. Apesar da experiência e reconhecida competência do ator, sua escolha para o papel causou alguma perplexidade no público que acompanha musicais, mais acostumados a vê-lo em papéis de galã nas novelas da Globo. Porém, mais uma vez, Charles Moëller e Claudio Botelho mostraram ser impecáveis na escolha de elencos, pois José Mayer dá vida a um personagem de grande densidade dramática, alternando momentos de ironia, raiva, dúvida, reflexão, tristeza e alegria com muito carisma e competência, de modo a prender a atenção do público e emocioná-lo. Além disso, mostrou que a dedicação às aulas de canto nos três anos que antecederam a sua estreia em musicais deram excelentes resultados, pois canta muito bem! Aliás, o seu potencial vocal aliado a sua competência dramática é que fazem brilhar as suas apresentações. José Mayer já é um ator maduro e de carreira consagrada. Poderia se acomodar, mas decidiu buscar novos desafios. É a prova de que o sucesso e o reconhecimento do público não vêm por acaso. Ele fez por merecer todos os aplausos e elogios que tem recebido e aos quais faço coro. É uma das maiores atuações masculinas que já vi em musicais. A sua interpretação de “Ah, se eu fosse rico” é memorável! Confira um trecho no vídeo na a seguir:

 

Soraya Ravenle interpreta Golda, a esposa brava e de personalidade forte do leiteiro Tevye, que sonha casar suas filhas com pretendentes ricos. Sua atuação é impecável. Faz um delicioso dueto com José Mayer na canção “Você me ama?” e participa da melhor cena do espetáculo, quando Tevye inventa um sonho na tentativa de obter a anuência dela ao casamento da sua primogênita com um alfaiate pobre. A propósito, a cena do sonho de Tevye merece um parêntese, pois os efeitos especiais, que incluíram até voo de ator no palco, misturados a elementos figurativos do teatro grego antigo, como o uso de túnicas e máscaras, compuseram um conjunto frenético, envolvente e arrebatador. As atuações de Ivana Domenico, como uma impagável Vovó Tzeitel, e de Alessandra Verney, como Frumma Sarah, valorizam ainda mais este grande momento do espetáculo. O casal tem cinco filhas. A primogênita, Tzeitel, é interpretada com muita competência por Rachel Rennhack. No seu primeiro grande musical, já apresenta muita desenvoltura e segurança no palco. Tem poucos números musicais, mas demonstra possuir um grande potencial vocal. A sua atuação é notável. Arrisco-me a dizer que tem um futuro brilhante e, certamente, ainda aparecerá em muitos outros musicais.

Malu Rodrigues, embora muito jovem (18 anos), já se tornou conhecida no mundo do teatro musical por já ter atuado em vários musicais da dupla Moëller & Botelho, tais como “A Noviça Rebelde”, “7 – O Musical” e “O Despertar da Primavera”. Nas três primeiras semanas de espetáculo, ela estava no papel de Hodel, a jovem que adota os ideais revolucionários de seu amado. É impressionante o seu crescimento desde a já elogiada interpretação de Wendla, no musical “O Despertar da Primavera”, tanto no aspecto dramático quanto no vocal. A sua interpretação da canção “Longe do meu lugar” é simplesmente deliciosa e belíssima! Ela deixou o espetáculo em razão do início dos ensaios do musical “O Mágico de Oz”, onde fará a personagem Doroty.

Assumiu o papel de Hodel, para todos os meses restantes da temporada paulistana, a jovem Karina Mathias, que já havia atuado nos musicais “A Noviça Rebelde” e “As Bruxas de Eastwick”. Em “Um Violinista no Telhado”, pela importância da personagem e pela quantidade de números musicais que interpreta, ela tem a sua primeira grande oportunidade de mostrar para o público o seu talento, e não decepciona. Ao contrário! A sua construção da jovem de personalidade forte, sonhadora e com traços de rebeldia, embora sem perder a doçura, é verdadeira e convincente. Ela tem uma bela voz e igualmente merece destaque as suas interpretações de “A Casamenteira”, “Hoje eu tenho você” e “Longe do meu lugar”.


Julia Fajardo, filha de José Mayer, está na pele de Chava, a jovem apaixonada por livros que enfrenta a situação mais dramática ao desafiar os pais para escolher por conta própria o seu marido. Curiosamente, ela assume na temporada paulistana a personagem que foi interpretada no Rio de Janeiro por Julia Bernat, filha de Soraya Ravenle, mantendo, neste espetáculo, a coincidência de relações familiares na vida real e no palco, alterando-se apenas os envolvidos. Apesar de ser a sua estreia em musicais, ela interpreta com muita graça e segurança o seu personagem, demonstrando que a vocação, a dedicação e o talento do pai também estão no seu DNA.

As filhas crianças do casal são interpretadas por Carolina Cristal e Juliana Oliveira, que se alternam como Shprintze, e Laís Dias e Thaynara Bergamim, que se alternam como Bielke. A presença, mesmo que discreta, de talentosas crianças no palco, que se dá também com os pequenos violinistas alternantes Enzo Dimitri, Felipe Thalenberg e Matheus Braga, acentua o caráter familiar do espetáculo. Motel, o pretendente de Tzeitel, a primogênita de Tevye, é interpretado pelo jovem ator André Loddi, que já havia atuado em “O Despertar da Primavera”, também da dupla Moëller & Botelho. Além de ter o physique du role ideal para o personagem, está perfeito e muito divertido na interpretação do alfaiate pobre, tímido e deveras desajeitado. Ele arranca muitos risos da plateia nas suas hesitações em pedir a mão da sua amada para Tevye. A sua interpretação da canção “Glória das glórias” também é marcante. Deve se tornar uma presença cada vez mais constante em musicais apresentados nos palcos de São Paulo e do Rio de Janeiro. Nicola Lama, nas três primeiras semanas da temporada, interpretou Perchik, o jovem de ideias revolucionárias que se apaixona por Hodel. Assim como Malu Rodrigues, deixou o espetáculo para iniciar os ensaios de “O Mágico de Oz”, onde fará o personagem “Homem de lata”. Ainda não conhecia o trabalho dele, mas foi com satisfação que presenciei as suas convincentes atuações e pude apreciar a sua bela voz. Prossegue na temporada, como Perchik , o experiente ator Ricardo Vieira, que já atuou nos musicais “My fair lady”, “A Bela e a Fera”, “O Médico e o Monstro”, “Mamma Mia” e outros. Com segurança e boa presença de palco, mantém intacto o elevado nível artístico do espetáculo. Germano Pereira está no papel de Fyedka, o russo simpático, culto e de ideias humanistas que se interessa por Chava, outra das filhas de Tevye. Não tem números musicais a seu favor, o que o torna o mais discreto dentre os pretendentes das filhas de Tevye, mas atua de forma consistente e convincente.


Merece um especial destaque a ótima atuação de Ada Chaseliov como Yente, a casamenteira da aldeia de Anatevka. Já é uma veterana nos musicais da dupla Moëller & Botelho. É daquelas atrizes que dá maior consistência a qualquer espetáculo. Mais uma vez, consegue chamar a atenção do público e cativá-lo, mesmo em um papel secundário. Sílvio Boraks também está excelente como Rabino de Anatevka. A sua pequena estatura, a sua longa barba, o seu caminhar desengonçado e o seu jeito simples de bom velhinho cativam a plateia. Basta entrar em cena para arrancar boas gargalhadas do público. Silvio Zilber, como Lazar Wolf, Léo Wainer, como o mendigo Nachum, Ricca Barros, como o tenor russo Wladimir, Luiz Carlos de Moraes, como Chefe de Polícia, e Augusto Arcanjo, como Mendel, o filho do rabino, também merecem ser citados por suas ótimas atuações. Enfim, com um elenco impecável, abrilhantado ainda por Maria Netto, Jitman Vibranovski, Yachar Zambuzzi, Germana Guilherme, Patau, Beatriz Lucci, Tony Germano, Carlos Sanmartin, Thuany Scheidegger, Fernando Cursino, Pier Marchi, Arthur Berges, Ari Cegatto, Fabio Porto, Diego Biagini, Elcio Bonazzi, Guilherme Lazary e Paulo de Melo, “Um Violinista no Telhado” é um espetáculo para todas as idades, comovente, belíssimo e que vai ficar na lembrança daqueles que o assistirem. Vale fazer uma visita à aldeia de Anatevka e se emocionar. É um espetáculo imperdível!


SERVIÇO: 

Temporada até 15 de julho de 2012
Teatro Alfa R. Bento Branco de Andrade Filho,722 – Santo Amaro
Quintas, às 21h.
Sextas, às 21h30.
Sábados, às 17h e 21h.
Domingos, às 17h

Setorização: 
TOTAL: 1.110 lugares
VIP: 118 lugares
PLATEIA: 642 lugares
BALCÃO I: 206 lugares
BALCÃO II: 144 lugares

Valor dos Ingressos: 

Quintas feiras e Sexta feiras 
VIP:R$ 140,00
PLATEIA: R$ 120,00
BALCÃO I: R$ 70,00
BALCÃO II: R$ 40,00

Sábados e Domingos 
VIP:R$ 200,00
PLATEIA: R$ 180,00
BALCÃO I: R$ 110,00
BALCÃO II: R$ 60,00
Vendas pela internet  

Fonte: Palavrear por Dennys Távora

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Júlia Fajardo diz que não se incomoda ao ser comparada com o pai José Mayer

Desde que decidiu seguir a carreira artística, Júlia Fajardo (27) sabia que as comparações com o pai, José Mayer (63), seriam inevitáveis. Mas isso nunca abalou a jovem, do casamento do ator com a produtora Vera Fajardo (60), que começou a descobrir sua paixão pela arte ainda criança, quando acompanhava Zé nas turnês de teatro. “Se der ouvidos a isso, não vou sair do lugar. A comparação trava o artista e gera uma cobrança enorme. Então, há tempos decidi que não vou me incomodar”, afirmou ela, na Ilha de CARAS. Com dedicação, Júlia, que é formada pelo Tablado, trilha seu caminho e admite que, antes de se tornar atriz, era extremamente tímida. “Hoje sou falante, expressiva. Me deixei levar por essa paixão e me transformei na pessoa que sou graças ao universo do teatro”, garantiu. Alguns dos frutos, já colhe em 2012. Além de estrear na TV em Rei Davi, da Record, como Tamar, filha do monarca, que entrará na última fase da minissérie, ela acaba de realizar o sonho de subir aos palcos ao lado do pai no musical Um Violinista no Telhado, em cartaz em SP.

– Como está sendo a experiência de atuar ao lado dele? 

– É bacana acontecer agora porque estou mais madura para lidar com tudo, até se vier um puxão de orelha. Meu pai é exigente no trabalho. O papel tem arco dramático muito forte. Vivo uma das filhas dele, que faz um judeu. E ela quebra tradições, se apaixona por um russo católico. Brinco que nem preciso de terapia. Em nosso primeiro trabalho já temos esse enfrentamento. Não sei se teremos outra oportunidade assim.

– Como é a relação de vocês? 

– Não moramos mais juntos, mas não conseguimos ficar longe um do outro. Sendo filha única, sempre fui cercada de atenções. Isso se reflete em mim, me considero amorosa. Meu pai é a minha maior fonte de inspiração, mas tenta não me influenciar, respeita meu processo de criação. Em relação a ele, me comporto como filha e fã. É supertalentoso. Além do seu sucesso na última novela das 9, Fina Estampa, faz um trabalho genial na peça, mostrando que é mais do que um galã. Me inspira ver uma pessoa aos 63 anos, com tanto tempo de carreira, se reinventar. Isso serve de exemplo para mim e todos os jovens atores.

Fonte:  Caras

José Mayer surpreende em Um Violinista no Telhado

Critica por: Tony Tramell


Um Violinista no Telhado é mais um musical em cartaz que conta com o trabalho da brilhante dupla Charles Möeller e Cláudio Botelho. Traz uma atuação surpreendente de José Mayer como protagonista e músicas sensacionais.

O espetáculo começou na Broadway em 1964 e ganhou sua versão cinematográfica, no começo dos anos 70. O musical por sua vez é baseado no romance de Sholem Aleichem: Tevye and his Daughters. Uma derradeira exaltação a cultura judaica que também carrega a mensagem de tolerância. Tema bem atual diante da violência que acontece por preconceito.

Liberdade e tolerância estão presentes no libretto de Joseph Stein, música de Jerry Bock e letras de Sheldon Harnick. A história se passa no começo do século XX, numa aldeia na Ucrânia onde vivem judeus e cristãos. No pequeno povoado acompanhamos os conflitos que ocorrem entre tradição e mudança, envolvendo principalmente a família de Teyve (José Mayer) e suas cinco filhas, algumas ansiosas por um casamento romântico - conceito contrário a tradição reinante que determina que o pai escolha o futuro marido por outros critérios.

Um primor de estrutura dramática, embora o ritmo ágil dos musicais dilua um pouco o drama, emprestando leveza a um dos espetáculos mais completos em cartaz no país. Revolta, amor, conformismo, preconceitos, intolerância e alegria fazem parte da fórmula que encanta e garante o sucesso de Um Violinista no Telhado.

José Mayer surpreende como o leiteiro Teyve. O público, como o crítico, mais acostumado a suas atuações como o galã das novelas de Manoel Carlos, é brindado com uma atuação vigorosa e intensamente dramática, embora tenha seus momentos sarcásticos - deixando a surpresa para sua habilidade de cantar e dançar. Soraya Ravenle brilha como Golda, a esposa de Teyve. Julia Fajardo, filha de José Mayer, atua com o pai pela primeira vez e também se sai bem em cena como Chava, uma das filhas de Teyve.

Figurinos e cenários impecáveis. O palco adornado com madeira rústica, provocando aquele aspecto empoeirado e antigo, ganha ainda mais grandiosidade com os painéis verticais que deslizam por trilhos e permitem uma boa composição para criarem ambientes distintos como a casa, a floresta ou a praça, entre outros. A profundidade do palco, que muitas vezes é desprezada nas montagens, aqui ganha a criação de ambientes distantes, como a silhueta do povoado ou a estação do trem, que tem uma bela cena com um trem cruzando o horizonte durante à noite. Somados com as atuações e a coreografia e números musicais deslumbrantes, como a dança da garrafa, transformam Um Violinista no Telhado em um espetáculo excelente e imperdível.





FONTE: Almanaque virtual UOL

terça-feira, 27 de março de 2012

José Mayer revive diáspora judaica em ‘Um Violonista no Telhado’



Quem vê José Mayer com uma espessa barba grisalha na novela Fina Estampa pode achar que a transformação de visual está ligada ao personagem do ex-marido trambiqueiro de Griselda (Lília Cabral). A razão da mudança, porém, é outra. Depois de anos reprisando o papel de conquistador na TV, o ator se despiu da sua desgastada imagem de galã, deixou a barba crescer e mergulhou fundo nas aulas de canto – tudo para encarar seu primeiro musical. Em Um violinista no telhado, que estreia no dia 22 deste mês no Teatro Alfa, Mayer interpreta o rústico e carismático Tevye, um leiteiro judeu na Rússia czarista. A montagem nacional do espetáculo da Broadway de 1964 (a versão cinematográfica é de 1971) leva a assinatura da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho, capacidade de manter a graça e tocar a vida em frente se equilibrando diante dos obstáculos. Além das hostilidades antissemitas, Tevye terá que lidar com as mulheres da família: sua companheira, Golda (Soraya Ravenle), e as filhas Tzeitel (Rachel Rennhack), Hodel (Malu Rodrigues) e Chava (Julia Fajardo), que desafiam a tradição judaica e se rebelam contra os casamentos arranjados pelo pai. Com orçamento de R$ 7 milhões, a produção reúne em cena mais de 40 atores e 17 músicos regidos pelo maestro Marcelo Castro. A movimentação no palco é grande: são nove trocas de cenário, criado por Rogério Falcão, e 160 figurinos de época, assinados por Marcelo Pies. Já a coreografia original de Jerome Robins foi reinventada por Janice Botelho.

FONTE: Época - São Paulo