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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Musical ‘Kiss Me, Kate’ estreia no Rio com José Mayer e grande elenco



Já considerado um marco na trajetória da dupla de diretores Charles Möeller & Claudio Botelho, o musical “Kiss me, Kate – O Beijo da Megera” teve sua pré-estreia na noite de sábado (24), no Teatro Bradesco, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Há exatos 15 anos, Charles Möeller & Claudio Botelho despontaram para o sucesso com ‘Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava’ e abriram caminho para todo o renascimento que o teatro musical teve no Brasil desde então. Na época, a montagem de ‘Kiss me, Kate’ era um sonho distante, devido a todas as exigências técnicas e artísticas do espetáculo.

Depois de 35 espetáculos e toda uma nova geração de profissionais formada neste intervalo, a dupla finalmente mostra a sua versão para o musical. Em seu retorno aos palcos, José Mayer terá o desafio de viver o protagonista Fred Graham.

"Não poderíamos fazer sem ele. Este é um projeto muito antigo e só retomamos porque encontramos um ator com todas as características que este complexo protagonista pede. O Zé é um profissional completo", avalia Charles Möeller, cujo primeiro trabalho com o ator foi no sucesso ‘Um Violinista no Telhado’ (2011), musical que teve todas as sessões com lotação esgotada e deu a Mayer indicações aos principais prêmios do país.

Desta vez, ele retorna em um tipo bem diferente daquele judeu que enfrentava dramas em sua aldeia natal. Fred Graham é o vaidoso e galanteador dono de uma companhia de teatro que segue em turnê com uma montagem de ‘A Megera Domada’, de William Shakespeare.

É o ponto de partida para um divertido passeio pelos bastidores da companhia e pela comédia de erros que se desenvolve dentro e fora de cena. A trama da ficção reflete também a personalidade do quarteto formado por Fred (José Mayer), sua ex-esposa, a diva Lilli Vanessi (Alessandra Verney), a novata Louis Lane (Fabi Bang) e Bill (Guilherme Logullo), que contrai uma dívida de jogo em nome do patrão.

No palco da ficção, Mayer e Verney vivem um dos mais celebrados casais do teatro shakespeareano, Petruchio e Catarina. ‘O metateatro sempre me interessou muito. Temos uma peça dentro da peça e ainda os diálogos de Shakespeare. É uma adaptação muito inteligente’, ressalta Möeller.

Pérolas

Primeiro musical de Cole Porter montado na íntegra do Brasil, ‘Kiss me Kate – O Beijo da Megera’ reúne pérolas de seu brilhante cancioneiro, como ‘So In Love’, ‘From This Moment On’ e ‘Another Op’nin’, Another Show’, todas vertidas para o português por Claudio Botelho, que recentemente estrelou o show ‘Cole Porter e Meus Musicais de Estimação’. Formada por 13 músicos, a orquestra terá a regência do maestro Marcelo Castro, parceiro da dupla em ‘A Noviça Rebelde’, ‘Gypsy’, ‘Um Violinista no Telhado’ e ‘O Mágico de Oz’.

“Assim como fizemos com todos os outros clássicos que já ‘enfrentamos’, vamos trazer o ‘Kiss me, Kate’ para perto do público. Faremos uma grande homenagem ao Teatro Musical e aos profissionais que doam as suas vidas para colocar um espetáculo em cena", conta Möeller, que dará um sabor de época à encenação através dos cenários e figurinos produzidos artesanalmente.

Assinada por Rogério Falcão, a cenografia fará uso dos antigos painéis teatrais de tecido, pintados à mão, e também terá dezenas de adereços manufaturados. Os figurinos, a cargo de Carol Lobato, vão seguir o mesmo conceito para situar o espectador na época e no local (Baltimore, 1948) em que a ação se desenrola. Outros antigos colaboradores de Möeller & Botelho completam a ficha técnica, como o iluminador Paulo Cesar Medeiros, o coreógrafo Alonso Barros e a coordenadora de produção Tina Salles.

‘Kiss me, Kate – O Beijo da Megera’ é o quarto musical produzido integralmente pela M&B, produtora que Möeller & Botelho criaram em 2013 para montar seus próprios espetáculos. O pontapé inicial foi com ‘Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos’, sucesso em quatro temporadas pelo Brasil e com previsão de uma turnê portuguesa em 2016, ‘Os Saltimbancos Trapalhões’, responsável pela estreia de Renato Aragão em um musical aos 80 anos, e o sucesso ‘Nine – Um Musical Felliniano’, que teve bem-sucedida temporada de estreia em São Paulo e está em cartaz no Rio de Janeiro.

Cole Porter, o anjo seguidor de Möeller & Botelho

O sonho de trazer ‘Kiss me, Kate’ para o Brasil começou em 1999, quando Charles e Claudio assistiram à remontagem americana do clássico na Broadway. Na época, a dupla se dedicou a uma criteriosa pesquisa sobre a vida e a obra de Cole Porter e Claudio começou a escrever algumas versões de suas letras. O trabalho resultou em ‘Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava’, musical que contava a vida do compositor sob o ponto de vista das mulheres importantes em sua trajetória. Tudo feito com pouquíssimos recursos financeiros e a previsão de uma curta temporada.

A montagem foi um êxito instantâneo, ficou quatro anos em cartaz – incluindo uma temporada de três meses em Lisboa – sempre com sessões extras e matinês. Depois dela, a dupla nunca mais parou de produzir, em um histórico que se confunde com o renascimento do Teatro Musical no Brasil.

"Cole Porter é nosso anjo seguidor. Brinco que ele é o princípio, o meio e o fim da dupla", comenta Botelho, que finalmente conseguiu adquirir os direitos de ‘Kiss me, Kate’ para o Brasil em 2010. Empenhados em levar o sonho adiante, os diretores renovavam a licença anualmente.

Uma das atrizes lançadas em ‘Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava’, Alessandra Verney retorna ao repertório do compositor e também à parceria com José Mayer, com quem dividiu o palco em ‘Um Violinista no Telhado’. 

Um clássico sessentão em ótima forma

"Kiss me, Kate" é o maior sucesso de toda a carreira de Cole Porter. A primeira montagem estreou em dezembro de 1948 e alcançou a marca de inacreditáveis 1077 apresentações, além de receber cinco prêmios Tony nas categorias Musical, Compositor, Autor, Figurino e Produção. A versão inglesa estreou em 1951 e chegou a mais de 400 sessões. Em 1953, o musical deu origem a um filme homônimo, com Howard Keel (Fred Graham / Petruchio) e Kathryn Grayson (Lilli Vanessi / Catarina) e direção de George Sidney. O cinquentenário da obra (1999) foi comemorado em grande estilo, com um aclamado revival na Broadway, indicado a 12 prêmios Tony e premiado, assim como o original, com cinco troféus: Melhor Revival, Ator, Direção, Orquestração e Figurino. A montagem recebeu ainda 10 indicações e seis prêmios Drama Desk.

Serviço:

"Kiss Me, Kate - O Beijo da Megera"

Música e letras de COLE PORTER
Libreto de Sam e Bella Spewack
Um espetáculo de Charles Möeller & Claudio Botelho
Temporada de 30 de outubro a 13 de dezembro
Sextas, às 21h30. Sábados, às 21h. Domingos, às 20h.
Teatro Bradesco / Shopping Village Mall
Ingressos a R$ 150 (Plateia baixa), R$ 120 (Plateia alta), R$ 100 (camarotes), R$ 80 (Balcão nobre) e R$ 50 (frisas).

Ficha Técnica

Elenco: José Mayer, Alessandra Verney, Fabi Bang, Guilherme Logullo, Chico Caruso, Will Anderson, Léo Wainer, Jitman Vibranovski, Ruben Gabira, Ivanna Domenyco , Igor Pontes, Leo Wagner, Marcel Octavio, Beto Vandesteen, Augusto Arcanjo, Giselle Prattes, João Paulo De Almeida, Lana Rhodes, Mariana Gallindo, Patricia Athayde, Thiago Garça e Tomas Quaresma.

COLE PORTER
Música e letras

SAM E BELLA SPEWACK
Texto

ROBERT RUSSELL BENNETT
Orquestração Original

MARCELO CASTRO
Direção Musical / Regência          

ROGÉRIO FALCAO
Cenário

CAROL LOBATO          
Figurinos

ALONSO BARROS
Coreografia

MARCELO CLARET
Design de Som

PAULO CESAR MEDEIROS       
Iluminação        

CLAUDIA COSTA / CLAUDIO BOTELHO
Tradução dos diálogos

BETO CARRAMANHOS
Visagismo

MARCELA ALTBERG
Produção de Elenco

CRIS FRAGA
Diretora Residente      

BEATRIZ BRAGA
Direção de Produção

CARLA REIS
Gerência de Produção

EDSON MENDONÇA
Produção Executiva

TINA SALLES         
Coordenação Artística

CHARLES MÖELLER
Direção                                 

CLAUDIO BOTELHO
Versão Brasileira / Supervisão Musical

Realização
MÖELLER & BOTELHO

Orquestra: MARCELO CASTRO (Regência); KELLY DAVIS (Violino 1), LUIZ HENRIQUE LIMA (Violino 2), SAULO VIGNOLI (Cello), ZAIDA VALENTIM (Teclado 1), GUSTAVO SALGADO (Teclado 2), RAPHAEL NOCCHI (Piccolo, Clarineta, flauta e sax alto), GILSON BALBINO (Clarineta e sax alto), WHATSON CARDOZO (Clarone, clarineta e sax barítono), MATHEUS MORAES (Trompete e Flügel) VÍTOR TOSTA (Trombone), OMAR CAVALHEIRO (Contrabaixo) e MARCIO ROMANO  (Bateria e percussão).

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

José Mayer realiza coletiva de Kiss Me Kate

Por: Andréia Takano


Nesta quinta-feira (22), José Mayer, Alessandra Verney, e grande elenco se reuniam com a imprensa para coletiva do musical Kiss Me Kate, dos diretores Charles Möeller e Claudio Botelho.
A peça conta a história de uma companhia de teatro que excursiona com a montagem de A Megera Domada. Os atores do espetáculo, Fred Graham (José Mayer) e Lili Vanessi (Alessandra Verney) mantém um relacionamento conturbado, que acaba sendo refletido na encenação.
O elenco conta ainda com o cartunista Chico Caruso, que faz um dos gângsteres, em sua estreia em musicais.

FONTE: O Fuxico

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Barra em Dia: Uma estreia teatral histórica na Barra

O mês de outubro irá reescrever a história do teatro no bairro

Quem pensava que a vida teatral da Barra se resumia a comédias escrachadas e humor barato pode tirar o cavalinho da chuva.O mês de outubro irá reescrever a história do teatro no bairro. Vai estrear no Teatro Bradesco - uma das melhores e maiores salas do Rio- o musical ‘Kisse me, Kate’ , um clássico musical norte-americano, que tem como autor Cole Porter. A façanha é da dupla Cláudio Botelho e Charles Möeller e trará um elenco de peso. Uma super produção que abrirá a cortina pela primeira vez na Barra. É a segunda oportunidade em que a dupla aposta na Zona Oeste.

A outra estreia na Barra da dupla Möeller & Botelho foi o ‘Saltimbancos Trapalhões’, com Renato Aragão. O novo musical trará o global José Mayer no papel principal ao lado da talentosa Alessandra Verney e o colequinha Chico Caruso no papel de um gangster. Ele já esteve em cena em pequenas produções e agora estreia em superprodução no dia 30. A noite Vip será no dia 28. A vida cultural da Barra agradece!

 






















O primeiro grande sucesso de Cláudio e Charles foi exatamente um musical sobre a vida do compositor americano e que teve Verney no elenco principal: ‘Cole Porter - Ele nunca Disse que me Amava’. Segundo a própria dupla foi o grande sucesso essa obra que abriu o caminho para o renascimento do teatro musical brasileiro. A nova produção ganhou o prêmio Tony .

Serão 22 atores em cena, orquestra com 12</MC> músicos e tradução de Cláudio Botelho, direção do Charles Möeller e produção executiva de Tina Salles. ‘Kiss Me, Kate’ ficará dois meses em cartaz no Teatro Bradesco. Pacotes envolvendo a hotelaria estão sendo articulados, já que deverá atrair uma legião de fãs de todo o Brasil. É a primeira vez que este teatro abre a pauta principal por tanto tempo a uma única produção.

FONTE: Barra em Dia

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Musical Kiss Me Kate, com José Mayer, estreará em outubro no Rio

      Depois que os cariocas aproveitarem bem o Rock in Rio e o Festival de Cinema do Rio, os diretores Charles Möeller e Claudio Botelho (de “Nine – Um Musical Felliniano”) vão estrear sua nova produção – a montagem brasileira de “Kiss Me, Kate”. Protagonizada por José Mayer (de “Um Violonista no Telhado”), a peça fará temporada no Teatro Bradesco, no Village Mall, a partir de outubro. A data exata ainda não foi divulgada, mas o mais provável é que aconteça no fim do mês, pois o teatro está ocupado com outras produções até a terceira semana de outubro.
       Informações sobre o elenco ainda não foram reveladas, mas são prometidas para breve. “Kiss Me, Kate” é um projeto antigo de Möeller e Botelho: eles adquiriram os direitos há sete anos, e vem renovando-os desde então. Em entrevista ao Teatro em Cena em 2014, Solange Badim (de “As Bodas de Fígaro”) afirmou que estava reservada para o espetáculo, mas ela não deverá estar em cena, pois estreia nesta semana outro espetáculo, que ficará em cartaz até 8 de novembro. O único nome confirmado, portanto, é Mayer, já associado à peça desde 2011. “Quando fizemos ‘Um Violinista no Telhado’ com Zé Mayer, entendemos que a procura estava terminada. Ele era perfeito”, diz Charles Möeller. O arranjador Marcelo Castro e o coreógrafo Alonso Barros, parceiros de Möeller e Botelho, também estão na ficha técnica.
       Com o título de “Kiss Me, Kate – O Beijo da Megera”, o espetáculo marca o retorno de Möeller e Botelho à obra de Cole Porter (1891-1964), compositor das letras e músicas da peça. Há exatos 15 anos, a dupla montava “Cole Porter – Ele Nunca Disse Que Me Amava”, que ficou dois anos em cartaz e foi um marco na carreira deles. “Cole Porter sempre foi o princípio, o fim e o meio para a Möeller & Botelho. Foi um divisor de águas quando fizemos ‘Ele Nunca Disse Que Me Amava”, em uma época em que os musicais estavam extintos. Com ele, nascia a dupla M&B pra valer, com um sucesso estrondoso por todos os lugares que passou, inclusive três meses na Europa”, lembra o diretor.
       “Kiss Me, Kate” acompanha uma trupe montando uma versão musical de “A Megera Domada” de William Shakespeare. O original de 1948 da Broadway recebeu cinco Tony Awards, e a remontagem de 1999 faturou mais cinco. O espetáculo também foi montado em Londres em 2001 e 2012, e foi adaptado para o cinema em 1953, com Kathryn Grayson, Howard Keel e Ann Miller no elenco.
       Vale destacar que Möeller e Botelho ficarão em cartaz com dois musicais simultaneamente na cidade. “Nine – Um Musical Felliniano” estreia a temporada carioca, no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, no dia 8 de outubro.

domingo, 12 de julho de 2015

Relembrando: Peer Gynt

        Peer Gynt é uma peça teatral em 5 atos, escrita em versos pelo dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, e publicada em 14 de novembro de 1867, em Copenhague, capital da Dinamarca.
         A primeira representação de Peer Gynt foi feita dez anos após ser publicado, no Christiania Theater, localizado em Oslo, capital da Noruega, em 24 de fevereiro de 1876 . Esta apresentação foi musicada pelo compositor norueguês, Edvard Grieg.

I ATO:

        Peer Gynt é filho do outrora altamente considerado Jon Gynt. Jon Gynt, porém, gastou todo seu dinheiro em festas e viveu luxuosamente até não sobrar mais nada, vendo-se obrigado a deixar sua fazenda e partir como um vendedor vagante, deixando sua esposa e filho para trás, cheios de dívidas. Aase, a mãe, queria criar o filho para restaurar a fortuna perdida de seu pai, mas desde cedo Peer é considerado inútil pelos colegas. Ele é um poeta e fanfarrão, ao contrário do jovem norueguês dos contos de fadas, o Askeladden, com quem compartilha algumas características.
       Na medida que a peça se inicia, Peer dá conta de uma caça de renas que não deu certo, uma famosa cena teatral, conhecida comoBukkerittet. Sua mãe despreza-o por sua imaginação fértil, e zomba dele porque estragou suas chances com Ingrid, a filha de um rico fazendeiro. Peer segue para o casamento de Ingrid, previsto para o dia seguinte, porque sente que ainda pode ter uma chance com a noiva. Sua mãe o segue rapidamente para impedi-lo de se envergonhar completamente.
       No casamento, Peer é insultado e causa riso nos outros convidados, especialmente o ferreiro local, Aslak, que guarda rancor depois de uma briga anterior. Mas, durante o casamento, Peer encontra uma família Haugean, recém-chegada de outro vale. Ele imediatamente percebe a filha, Solveig, e pede a ela para dançar. Ela se recusa por causa de seu pai e porque a reputação de Peer o precedeu. Ela sai, e Peer começa a beber. Quando ele ouve que a noiva está trancada em seu quarto, aproveita a oportunidade, foge com ela, e ambos passam a noite nas montanhas...

II ATO:

         Peer rejeita Ingrid depois de ter passado a noite com ela, e ela jura vingança. Sua ação tem uma conseqüência: Peer é banido. Como ele vagueia pelas montanhas, sua mãe, Solveig, e o pai de Solveig procuram por ele. Durante sua fuga, ele conhece três amorosas montanhesas que estão esperando para serem cortejadas portrolls (uma figura do folclore de Gudbrandsdalen). Ele se embebeda com elas e passa o dia seguinte sozinho, sofrendo de ressaca. Ele bate a cabeça em uma pedra e desmaia, e o resto do segundo ato ocorre através dos sonhos de Peer. Ele se depara com uma mulher vestida de verde, que é a filha do rei da montanha, Senhor dos Trolls. Juntos, eles entram no salão de montanha, e o Rei dos Trolls dá a Peer a oportunidade de se tornar um troll se ele se casar com sua filha.
        Peer concorda, com uma série de condições, mas declina no final. Ele é então confrontado com o fato de que a mulher vestida de verde está grávida. Peer nega tê-la tocado, mas o sábio rei dos trolls responde que gerou a criança em sua cabeça. Crucial para o enredo e compreensão da peça é a pergunta feita pelo rei dos trolls: Qual é a diferença entre um troll e um homem?
        A resposta dada pelo Senhor dos Trolls é: "Lá, onde brilha céu, os seres humanos dizem: “Para ti mesmo é a verdade”. Aqui, os trolls dizem: “Seja fiel a si mesmo”. O egoísmo é uma característica típica dos trolls nesta peça. A partir de então, Peer usa isso como seu lema, sempre proclamando que ele é ele mesmo, o que quer que seja. Um dos personagens mais interessantes é o “Meg Selv” (“Eu”) ou “Den Store Bøygen” (“Bøyg, o Grande”), uma criatura que não tem descrição real. Sobre a questão "Quem é você?", Bøyg responde: "eu mesmo". Com o tempo, Peer também usa o lema de Bøyg: "Dá a volta", ou "rodeie". Pelo resto de sua vida, ele fica cheio de rodeios ao invés de enfrentar a si mesmo ou a verdade. Ao acordar, ele é confrontado por Helga, a irmã de Solveig, que lhe dá comida e respeito de sua irmã. Peer dá à menina um botão de prata para Solveig manter, e pede que ela não o esqueça.

III ATO:

         Como um fora da lei, Peer luta para construir sua própria casa de campo nas colinas. Solveig aparece e insiste em viver com ele. Ela diz que fez a sua escolha, e não haverá retorno. Peer fica encantado e congratula-se com ela, mas quando ela entra, uma mulher idosa em um vestido verde aparece com um garoto mancando ao seu lado. Esta é a mulher vestida de verde da sala da montanha. Ela o amaldiçoa, forçando-o a lembrar dela, e de todos os seus pecados anteriores, quando encontra Solveig. Peer ouve uma voz fantasmagórica dizendo: "Vá Peer, vá para fora", e decide partir. Ele diz a Solveig que tem algo muito penoso a fazer, depois volta no tempo, para a morte de sua mãe, e depois sai.

IV ATO:

       Peer fica longe por muitos anos, ocupando-se de várias coisas, inclusive sendo um empresário envolvido em empresas, na costa do Marrocos. Ele explica sua visão da vida, que agora ele é um homem de negócios, com dinheiro sujo em suas mãos. Ele foi missionário, comerciante de escravos e muitas outras coisas. Seus amigos o roubam e o deixam sozinho na praia, e ele encontra alguns pertences de beduíno e, nestas roupas, ele é reverenciado como um profeta por uma tribo local. Tenta seduzir Anitra, a filha do sheik, mas ela foge e o abandona. Então ele decide se tornar um historiador, viaja para o Egito e vagueia através do deserto, passa pelo Colossos de Mêmnon e pela Esfinge.
         Quando questiona a Esfinge, acreditando que ela seja Bøyg, encontra o guarda do hospício local, insano, que considera Peer o portador da sabedoria suprema. Peer vai ao hospício, e entende que todos os pacientes vivem em seus próprios mundos, sendo eles mesmos, a tal ponto que ninguém se importa com ninguém. Em sua juventude, Peer tinha sonhado em se tornar um imperador. Neste lugar, ele finalmente é aclamado como um - "O Imperador de si mesmo". Peer se desespera e chama pelo "Guarda de todos os tolos", isto é, Deus.

V ATO:

         Finalmente, no caminho de casa como um homem velho, ele é náufrago. Entre as pessoas a bordo, ele encontra o “Estranho Passageiro”, que quer fazer uso do cadáver de Peer para descobrir onde os sonhos têm o seu lugar. Este passageiro assusta Peer, que fica fora de seu juízo. Ele volta à terra como um homem triste e rabugento. De volta para casa, na Noruega, Peer atende um funeral de camponeses e um leilão, onde ele oferece para vender tudo de sua vida anterior. O leilão acontece na mesma fazenda onde o casamento fora realizado, inicialmente. Peer tropeça, e é confrontado com tudo o que ele não fez, as músicas não cantadas, as obras desfeita, as lágrimas não derramadas e as perguntas que nunca foram feitas. Sua mãe volta e afirma que sua morte não deu certo, que ele não vai levá-la para o céu com suas divagações.
          Peer escapa e é confrontado com o moldador de botões, que afirma que a alma de Peer deve ser derretida com outros produtos defeituosos, a menos que ele possa explicar quando e onde, em vida, ele foi "ele mesmo". Peer protesta, pois foi só isso, e nada mais. Então ele encontra o Rei dos Trolls, que afirma que ele foi um troll, e não um homem, na maioria de sua vida. O modelador vem e diz que ele tem que vir com “algo que ele é”, para não ser derretido. Peer procura por um sacerdote para confessar seus pecados, e o Diabo aparece. Ele acredita que Peer não pode ser contabilizado um pecador real para ser mandado ao inferno, que ele não fez nada de grave. Peer se desespera, entendendo que sua vida está perdida; entende que ele não é nada. Mas, no mesmo momento, Solveig começa a cantar - a casa que ele mesmo construiu é fechada à mão, mas ele não ousa entrar. O Bøyg diz a ele "rodeie". O modelador aparece e exige uma lista de pecados, mas Peer não tem nenhum para dar, a menos que Solveig possa garanti-lo. Em seguida, ele lhe pergunta sobre seus pecados.
          Mas ela responde: "Você não tem pecado em tudo, meu querido menino". Peer não entende - ele acredita-se perdido. Então, ele lhe pede: "Onde Peer Gynt tem andado desde o nosso último encontro? Onde estava eu, como aquele que eu deveria ter sido, todo e verdadeiro, com a marca de Deus na minha testa?". Ela responde: "Na minha fé, na minha esperança, no meu amor". Peer grita, chama sua mãe, e esconde-se em seu colo. Solveig canta uma canção de ninar para ele, e podemos presumir que ele morra nesta última cena da peça, embora não existam indicações de cena ou diálogo para indicar que ele realmente o faz.
          Atrás da esquina, o moldador de botões, que é enviado por Deus, ainda espera, com as palavras: "Peer, nós nos encontraremos na última encruzilhada, e então veremos se... eu não direi mais nada".

1994:
Local: Rio de Janeiro
Teatro: Estreia no Teatro Glória (Rio de Janeiro), em abril de 1994
Produção: Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura
Direção: Moacyr Góes
Elenco: José Mayer, Ivone Hoffman, Patrícia França, Letícia Spiller, Marília Pêra, Paula Lavigne, Ítalo Rossi, Floriano Peixoto