José Mayer se reuniu com a imprensa na tarde desta sexta-feira (2), em São Paulo, para divulgar o musical "Um Violinista no Telhado". Depois de uma temporada em cartaz no Rio de Janeiro, o espetáculo estreia em São Paulo no dia 16 de março.
Para a temporada paulistana, a grande novidade é que Mayer contracenará coma sua filha, Julia Fajardo, fruto de seu casamento com a também atriz Vera Fajardo. "É a primeira vez que a gente contracena. Ela é uma jovem atriz e é uma honra poder trabalhar com ela. Ensaiei com a Julia algumas vezes, quero ver como será com o público de verdade, pois com plateia ficamos mais permeáveis. Procuro encará-la como uma colega", disse o ator.
Julia também falou sobre estar ao lado do pai nos palcos. "Estou felicíssima, nunca tinha trabalhado com ele e queremos trabalhar eu, meu pai e minha mãe, os três juntos. Ela entrou substituindo uma outra atriz. No começo foi difícil não misturar as estações", recorda.
Galã
Mayer também falou sobre ser considerado galã. "O olhar 43 já não existe mais. A fama é residual, são tantas escalações para essa função [de galã] que carrego essa fama comigo. Fui galã até pouco tempo, e a função de galã é ingratíssima. As bichas falam: 'Tô bege', mas bege mesmo é o galã (risos). Não vou cuspir no prato que comi durante tantos anos. Digo que os galãs são beges porque eles são planos e lineares", analisa.
Questionado sobre como se manteve no posto tanto tempo ao lado de nomes como Tony Ramos e Antônio Fagundes, respondeu. "Carisma vem da capacidade de atrair olhares, vem da formação. Eu não sei qual a formação desses jovens atores, qual o objetivo deles na profissão. Carisma é formação e talvez falte fundamento e formação a alguns dos jovens atores".
Espetáculo
"Entrei em pânico quando aceitei o papel. Pedi para colocar um isopor no estúdio que tenho em casa para ficar ensaiando. Trabalho não tem segredo, é empenho e preparação. Quem canta não é a vaidade, é o personagem. Sempre fui ator de texto, especialmente trágicos ou românticos. Essa peça é um moedor de corações. Estou muito feliz de, aos 63 anos, estar em um musical".
"Fina Estampa"
"Foi ótimo fazer o Pereirinha. Ele é inconsequente e irreverente, mas não é um bandido. Quebrar a imagem do galã é sempre vom, abre o leque".
Vida pessoal
"Minha vida pessoal é monotemática e feliz. E como é feliz. Estou com a Vera há 41 anos e 37 casados. Nossa vida [dos atores] é tão mutante, flutuante, passamos por tantas mutações que procurei um porto seguro para onde eu posso voltar sempre. Sou mineiro, gosto de ter esse porto. A Júlia também faz parte do bom porto para onde eu sempre volto".
O musical
Produzido por Charles Möeller e Claudio Botelho, "Um Violinista no Telhado" marca a estreia de Mayer em musicais. Baseado nos tradicionais contos judaicos de Sholom Aleichem, o título estreou na Broadway em 1964 e chegou a ficar em cartaz por sete anos.
Mayer já tinha o desejo de participar de um musical há, pelo menos, quatro anos, quando começou a frequentar aulas de canto para atuar em "Um Boêmio no Céu" (2007), em que já entoava algumas canções de Catulo da Paixão Cearense.
"O Zé tem uma capacidade absoluta para o musical, tem uma voz incrível. Ter o Zé no elenco é um gol. Foram três anos de 'namoro' para tê-lo em um elenco nosso", afirmou Charles Moeller, que assina a direção da peça.
O ator, por sua vez, diz que aprende com o gênero. "Estou aprendendo musical. Aqui há muito capricho, esmero e eu sempre persegui isso na minha carreira. Essa peça é um acerto." O espetáculo reúne um elenco de 43 atores e 17 músicos regidos pelo maestro Marcelo Castro. A superprodução conta ainda com 160 figurinos assinados por Marcelo Pies.
Soraya Ravenle que tem um papel de destaque no espetáculo falou sobre a saída da filha, Julia, para a entrada de Julia Fajardo, filha de Mayer. "Brinco dizendo que foi uma troca de seis por meia dúzia. As duas são cultas, inteligentes. No espaço profissional existe cumplicidade, embora eu tenha procurado manter um distanciamento. Em alguns momentos, na temporada carioca, eu era tomada pela emoção no meio de uma cena e pensava: 'é o meu bebê'", disse, arrancando risos dos presentes.
Fonte: Quem
terça-feira, 6 de março de 2012
'Estava ganhando dinheiro, agora multiplico meu talento', diz Mayer
Aos 63 anos, estafado de personagens “beges e planos”, como ele define seus inúmeros galãs, José Mayer assume o papel de Tevye, um leiteiro judeu da Rússia czarista, pai de cinco filhas, que precisa lidar com os conflitos políticos e sociais da época, além da rebeldia da prole, que não aceita os casamentos arranjados. Ele não beija nenhuma beldade em cena, mas gasta o gogó durante 130 minutos de espetáculo. A atuação no musical “Um violinista no telhado”, que estreia em São Paulo no dia 16, no Teatro Alfa, depois de temporada no Rio de Janeiro, é considerada pelo ator a reinvenção de sua carreira e um período de êxtase profissional. Agora, ele pode deixar a preocupação com a família e o dinheiro à margem, e realizar-se em cima dos palcos. “Essa peça é um moedor de corações, muito forte e intensa. Estou muito feliz com esse papel, era um desejo antigo participar de musicais. Antes eu estava preocupado em ganhar dinheiro, agora multipliquei o potencial do meu talento. Estou me satisfazendo.” A barba farta e os já grisalhos cabelos na altura dos ombros fazem parte do figurino vivido para o musical de sucesso na Broadway na década de 60 – que ficou em cartaz durante sete anos - no Brasil dirigida por Charles Möeller e Claudio Botelho. Mayer e a atriz Soraya Ravenle, que interpreta Golda, esposa de Tevye, foram os únicos convidados a compor o elenco. Segundo Möeller, o flerte com o ator existia há mais de três anos. “Eu e o Botelho já tínhamos convidado o Zé para fazer “A ópera do malandro”, e outras produções, mas não deu certo por falta de agenda. Ele não é um ator tentando ser cantor, é um artista nato, cheio de carisma.” Depois de arrematar o papel principal, Mayer passou a se dedicar exaustivamente à peça. Mandou instalar isopor nas paredes de seu estúdio caseiro para “ficar prenho de todo material.” “É um trabalho primoroso, bem acabado, cheio de esmero. Nega a ideia de que o improviso, a coisa amarrada no barbante é o exemplo macunaímico do teatro brasileiro.” Peneira familiar Os mais de 40 atores participaram de audições, dentre eles, as filhas dos atores protagonistas. Na turnê no Rio de Janeiro, Soraya fez o papel de mãe da própria filha. Em São Paulo, é a vez de Mayer encarar o desafio. As duas, aliás, têm o mesmo nome: ambas se chamam Julia e revezam no mesmo papel. “Trocamos seis por meia dúzia, até o nome se manteve. Foi muito lindo ver que meu bebê está construindo uma carreira tão promissora. Nos ensaios era mais fácil, mas na estreia eu comecei a soluçar e tive que sair de perto”, contou a atriz, que encara seu primeiro musical internacional, depois de fazer montagens nacionais como "A ópera do malandro", "Sassaricando", "Dolores", e "South American Way." Judia e descendentes de poloneses, Soraya cresceu em uma sinagoga de Niterói, no Rio de Janeiro. O musical deu a ela a chance de relatar sua própria história através dos contos judaicos de Sholom Aleichem, escritor ucraniano. “Eu ria sozinha durante os ensaios. Via minha mãe, minhas tias em todas as cenas. Foi um mergulho intenso e profundo na minha história." Cisne negro Para que o balé de Jerome Robbins, coreógrafo da versão original, fosse reproduzido nos palcos nacionais, os produtores da peça compraram o direito autoral da dança. “Não sou louco de pegar a melhor coreografia do mundo e fazer outra. Ele é monstruosamente genial. Seria um absurdo fazer qualquer modificação”, prega Möeller. Na cena apresentada à imprensa nesta sexta-feira, 2, cinco atores dançam e cantam em uma festa de casamento tipicamente judia equilibrando uma garrafa de água na cabeça. Os bailarinos fazem uma espécie de cancan masculino e dão um show de pernas e equilíbrio. A desenvoltura do elenco e os passos sincronizados justificam o custo extra para importar a criação de Robbins ao Brasil. Isser Korik, produtor da montagem, garante que não há nenhum macete. “O truque é o talento mesmo. Eles sabem fazer muito bem.”
Pereirinha aceita matar por US$ 1 milhão
Sempre pensando em se dar bem, Pereirinha (José Mayer) aceitará matar por US$ 1 milhão a pedido de Tereza Cristina (Christiane Torloni) em "Fina Estampa" (Globo). Com a fuga de Ferdinand (Carlos Machado) a socialite vai propor que seu amante tire a vida de alguém. Os dois estarão deitados no quarto de Tereza Cristina e ela, pensativa, lembrará que os planos que mandou seu capanga executar jamais deram certo. "Me corrija se eu estiver enganada, mas você faria qualquer coisa por dinheiro?", pergunta a ex-mulher de René Velmont (Dalton Vigh). O pescador responde que faria se o dinheiro valesse muito a pena. "Até mesmo matar alguém?", continua Tereza Cristina. "E quem você quer mandar para o andar de cima?", pergunta Pereirinha, intrigado. A socialite fica impaciente e pergunta novamente se o amante realmente mataria alguém, mas ele fica ressabiado, diz que a coisa está feia pro lado dele, que não está gostando do rumo da conversa. O ex-marido de Griselda (Lilia Cabral) levanta da cama e vai para o banheiro pensar. Tereza Cristina vai atrás e se surpreende com o amante se arrumando para ir embora. "Estou com saudade da minha cama", diz Pereirinha. Tereza Cristina exige uma resposta e o pescador resolve perguntar sobre a quantia que ela está disposta a pagar pelo serviço. "Uma que você nunca viu nem vai ter na sua vida", responde a mãe de Patrícia (Adriana Birolli). "Se for por US$ 1 milhão, sim", afirma Pereirinha, que indaga sobre a vítima. "Ainda vou pensar", responde Tereza Cristina.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Homem Vivido
Concerteza um homem vivido,
concerteza em juventude um bom rapaz.
Além de ser bem querido,
o homem é gostoso demais!
Por fã: Julia Maker
Obrigada Julia, por mandar esse versinho que é a cara do Zé, para o nosso Blog!
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Venda de Ingressos: Um Violinista
Chega a São Paulo a Superprodução brasieleira do musical "Um Violinista no Telhado" com José Mayer.
Charles Möeller e Claudio Botelho assinam a direção do musical, visto por 85 mil pessoas no Rio
O título da desta produção musical de Charles Möeller e Claudio Botelho, ‘Um Violinista no Telhado’, é também a expressão que melhor define a vida de seu protagonista. Pai de cinco filhas, o rústico Tevye é o leiteiro de um vilarejo judeu encravado na Rússia Czarista. Sempre em conflito para sobreviver e honrar as tradições religiosas, ele enfrenta problemas tanto dentro – as filhas se rebelam contra os casamentos arranjados – quanto fora de casa, em uma época que ataques russos (os chamados pogroms) expulsariam milhões de judeus da região. Baseado nos tradicionais contos judaicos de Sholom Aleichem, ‘Um Violinista no Telhado’ estreou na Broadway em 1964, com música de Jerry Bock e Sheldon Harnick e uma celebrada coreografia de Jerome Robbins. Tornou-se imediatamente um clássico, sendo o primeiro musical da história do teatro americano a ficar em cartaz por mais de sete anos. Quase meio século depois, o musical ganhou nova versão brasileira, em cartaz a partir de 8 de março, no Teatro Alfa, depois de uma bem-sucedida temporada carioca.
Fruto de uma parceria entre a Aventura Entretenimento e a Conteúdo Teatral, a superprodução reúne elenco de 43 atores liderado por José Mayer, que fez sua estreia no teatro musical. Embalados pelo recente sucesso de ‘Hair’ e ‘Gypsy’ em 2010, Möeller, Botelho e a Aventura foram convidados pela produtora paulista Conteúdo Teatral para apostar neste clássico do teatro musical americano. O projeto já é avaliado como a maior produção realizada pelo grupo. Além do numeroso elenco, o espetáculo reúne 17 músicos regidos pelo maestro Marcelo Castro, cerca de 160 figurinos assinados por Marcelo Pies – que acaba de ganhar o Prêmio Shell por ‘Hair’ –, nove trocas de cenário, a cargo de Rogério Falcão, e a recriação coreográfica original de Jerome Robbins, feita por Janice Botelho. A grandiosidade é apenas um dos desafios encontrados ao se montar este que é considerado o ‘Rei Lear’ dos musicais.
Além da complexidade de produção, a célebre peça de Shakespeare também encontra paralelos no enredo de ‘Um Violinista no Telhado’. Assim como Lear, Tevye (José Mayer) entra em conflito com três filhas, Tzeitel (Rachel Rennhack), Hodel (Malu Rodrigues/Karina Mathias) e Chava (Julia Fajardo), que desafiam a tradição judaica, ao rejeitar os casamentos arranjados e adotar comportamentos que desviam do estabelecido. Ao lado da esposa Golda, vivida por Soraya Ravenle, ele tenta dar conta dos conflitos familiares enquanto enfrenta a hostilidade de grupos russos orientados pelas diretrizes anti-semitas do Czar.
O Grupo Bradesco Seguros é o principal patrocinador do espetáculo ‘Um Violinista no Telhado’. A iniciativa faz parte do Circuito Cultural Bradesco Seguros, que apresenta todos os anos um calendário diversificado de eventos artísticos com peças de grande sucesso, musicais, concertos de música e exposições. O espetáculo conta também com importante patrocínio da CSN (Cia Siderúrgica Nacional), que vem atuando firmemente como incentivadora de projetos culturais, esportivos e educacionais.
Sem nunca perder a leveza – como um violinista –, Tevye lida à sua
maneira com estes conflitos. Entre bem-humoradas conversas com Deus e
com a esposa, ele busca conciliar as tradições ancestrais com a
realidade de suas filhas e do local onde vive. Prova de fogo para
qualquer ator, o personagem exige um intérprete carismático, que
equilibre técnica vocal e comunicação com a plateia. Charles Möeller e
Claudio Botelho logo pensaram em José Mayer para o desafio. O ator, por
sua vez, já acalentava o sonho de fazer um musical há pelo menos três
anos, quando começou a freqüentar aulas de canto com regularidade.
Em seu último trabalho nos palcos, ‘Um Boêmio no Céu’ (2007), Mayer já entoava algumas canções de Catulo da Paixão Cearense. Agora ele encanta a platéia com números famosos, como ‘If I Were a Rich Man’ (‘Se eu fosse Rico’), que fizeram a fama de vários intérpretes mundo afora. Como o Tevye original na Broadway, o grande comediante Zero Mostel recebeu o Tony de Melhor Ator de Musical. Em recente remontagem, novamente na Broadway, o musical teve Alfred Molina como Tevye, o que rendeu ao ator uma indicação ao prêmio Tony de Melhor Ator em 2004. Claudio Botelho, autor da versão brasileira e supervisor musical desta montagem, confirma que ‘o papel de Tevye exige uma das maiores entregas vocais de personagens masculinos entre os musicais da Broadway. As canções dele se alternam entre temas judaicos suaves e bem-humorados (‘If I Were a Rich Man’), passando por fortes e dramáticos solilóquios e chegando ao extremo lirismo num emocionante dueto com a esposa Golda (‘Do you Love me?’). Se há mesmo um Rei Lear entre os papeis masculinos dentro do teatro musical, este é Tevye’.
Ao lado de Mayer, a veteraníssima de musicais Soraya Ravenle também se preparou para uma estreia: ‘Um Violinista no Telhado’ é seu primeiro musical internacional. Estrela de sucessos brasileiros como ‘Ópera do Malandro’ (2003), ‘Sassaricando’ (2007), ‘Dolores’ (1999) e ‘South American Way’ (2001), ela realiza seu primeiro trabalho interpretando versões em português para os grandes momentos cantados de seu personagem, ‘Do you Love Me?’ e ‘Sunrise, Sunset’.
Mayer e Ravenle, ou melhor, Tevye e Golda, vivem em Anatevka, uma
fictícia aldeia judaica no interior da Rússia no início do século
passado. Em seu entorno, habitam moradores típicos, como o rabino
(Silvio Boraks), a casamenteira (Ada Chaseliov), o açougueiro (Sylvio
Zilber), o mendigo (Léo Wainer) e o forasteiro (Nicola Lama), que chega
para modificar alguns costumes seculares destes personagens. Entre rezas
e festas tradicionais, celebrações de shabat e de casamentos, a trama
de ‘Um Violinista no Telhado’ se desenrola e serve de vitrine
para os costumes judaicos. ‘É muito interessante abordar o universo dos
judeus bem antes do nazismo, quando já era um povo expatriado. O que os
mantém juntos é a tradição. Eles poderiam ter desaparecido, mas não
aconteceu por causa, fundamentalmente, de um amor maior à família, à
tradição e aos rituais. É muito bonito falar disso depois de um
espetáculo que é um ritual, como o ‘Hair’’, analisa Charles
Möeller. Assim como em todos os últimos espetáculos de Möeller e
Botelho, o elenco foi escolhido por testes, em concorridas audições cuja
variedade de papeis – e inscritos – chamava a atenção. ‘É com certeza o
nosso maior e mais variado elenco. Ele vai, literalmente dos 8 aos 80
anos’, conta Möeller.
A aparente harmonia em que vive todo o povo de Anatevka oculta um
cenário externo nada amistoso. Era a época dos conhecidos Pogroms,
ataques em massa com clara finalidade de expulsão de judeus do
território russo. ‘Não procurei tratar os russos como vilões, nem como
mocinhos, não queria idealizar nada. O fato é que existia uma polícia
secreta russa, que insuflava os ataques. O pogrom era incitado pela
polícia, mas não era feito por ela. O povo judeu era uma espécie de bode
expiatório para a população miserável não olhar para a riqueza do
Czar’, analisa Möeller. Anatevka funciona como um arquétipo de todas as
pequenas aldeias judaicas da Europa Central no início do século passado.
Para representá-la, o cenógrafo Rogério Falcão (‘A Noviça Rebelde’, ‘O Despertar da Primavera’, ‘Hair’)
criou uma estrutura básica, em tom de madeira, com as casas da aldeia
nas laterais, que saem de cena quando a ação se transfere para o
interior. ‘Como o elenco é muito numeroso, tivemos a preocupação em
deixar um bom espaço livre para a circulação dos atores e para as
coreografias’, conta Rogério. Assim como ele, o figurinista Marcelo Pies
precisou aumentar sua equipe para confeccionar os 160 figurinos de
época, ricos em detalhes e com um elaborado trabalho de envelhecimento.
UM ESPETÁCULO DE Charles Möeller & Claudio Botelho
Baseado em histórias de Sholem Aleichem, sob permissão especial de Arnold Perl
TEXTO Joseph Stein
LETRAS Sheldon Harnick
MÚSICA Jerry Bock
VERSÃO BRASILEIRA Claudio Botelho
DIREÇÃO Charles Möeller
Com: Ari Cegatto, Arthur Borges, Augusto Arcanjo, Beatriz Lucci,
Carlos Sanmartin, Diego Biagini, Elcio Bonazzi, Fabio Porto, Guilherme
Lazary, Ivana Domenico, Jitman Vibranovski, Luiz Carlos de Moraes, Maria
Netto, Paulo de Mello, Patau, Pier Marchi, Ricca Barros, Ricardo
Vieira, Thuany Scheidegger, Tony Germano e Yashar Zambuzzi. E as
crianças Carolina Cristal, Enzo Dimitri, Felipe Thalenberg, Juliane
Oliveira, Lais Dias, Matheus Braga, Thainara Bergamin.
O título da desta produção musical de Charles Möeller e Claudio Botelho, ‘Um Violinista no Telhado’, é também a expressão que melhor define a vida de seu protagonista. Pai de cinco filhas, o rústico Tevye é o leiteiro de um vilarejo judeu encravado na Rússia Czarista. Sempre em conflito para sobreviver e honrar as tradições religiosas, ele enfrenta problemas tanto dentro – as filhas se rebelam contra os casamentos arranjados – quanto fora de casa, em uma época que ataques russos (os chamados pogroms) expulsariam milhões de judeus da região. Baseado nos tradicionais contos judaicos de Sholom Aleichem, ‘Um Violinista no Telhado’ estreou na Broadway em 1964, com música de Jerry Bock e Sheldon Harnick e uma celebrada coreografia de Jerome Robbins. Tornou-se imediatamente um clássico, sendo o primeiro musical da história do teatro americano a ficar em cartaz por mais de sete anos. Quase meio século depois, o musical ganhou nova versão brasileira, em cartaz a partir de 8 de março, no Teatro Alfa, depois de uma bem-sucedida temporada carioca.
Fruto de uma parceria entre a Aventura Entretenimento e a Conteúdo Teatral, a superprodução reúne elenco de 43 atores liderado por José Mayer, que fez sua estreia no teatro musical. Embalados pelo recente sucesso de ‘Hair’ e ‘Gypsy’ em 2010, Möeller, Botelho e a Aventura foram convidados pela produtora paulista Conteúdo Teatral para apostar neste clássico do teatro musical americano. O projeto já é avaliado como a maior produção realizada pelo grupo. Além do numeroso elenco, o espetáculo reúne 17 músicos regidos pelo maestro Marcelo Castro, cerca de 160 figurinos assinados por Marcelo Pies – que acaba de ganhar o Prêmio Shell por ‘Hair’ –, nove trocas de cenário, a cargo de Rogério Falcão, e a recriação coreográfica original de Jerome Robbins, feita por Janice Botelho. A grandiosidade é apenas um dos desafios encontrados ao se montar este que é considerado o ‘Rei Lear’ dos musicais.
Além da complexidade de produção, a célebre peça de Shakespeare também encontra paralelos no enredo de ‘Um Violinista no Telhado’. Assim como Lear, Tevye (José Mayer) entra em conflito com três filhas, Tzeitel (Rachel Rennhack), Hodel (Malu Rodrigues/Karina Mathias) e Chava (Julia Fajardo), que desafiam a tradição judaica, ao rejeitar os casamentos arranjados e adotar comportamentos que desviam do estabelecido. Ao lado da esposa Golda, vivida por Soraya Ravenle, ele tenta dar conta dos conflitos familiares enquanto enfrenta a hostilidade de grupos russos orientados pelas diretrizes anti-semitas do Czar.
O Grupo Bradesco Seguros é o principal patrocinador do espetáculo ‘Um Violinista no Telhado’. A iniciativa faz parte do Circuito Cultural Bradesco Seguros, que apresenta todos os anos um calendário diversificado de eventos artísticos com peças de grande sucesso, musicais, concertos de música e exposições. O espetáculo conta também com importante patrocínio da CSN (Cia Siderúrgica Nacional), que vem atuando firmemente como incentivadora de projetos culturais, esportivos e educacionais.
O desafio de Mayer
Em seu último trabalho nos palcos, ‘Um Boêmio no Céu’ (2007), Mayer já entoava algumas canções de Catulo da Paixão Cearense. Agora ele encanta a platéia com números famosos, como ‘If I Were a Rich Man’ (‘Se eu fosse Rico’), que fizeram a fama de vários intérpretes mundo afora. Como o Tevye original na Broadway, o grande comediante Zero Mostel recebeu o Tony de Melhor Ator de Musical. Em recente remontagem, novamente na Broadway, o musical teve Alfred Molina como Tevye, o que rendeu ao ator uma indicação ao prêmio Tony de Melhor Ator em 2004. Claudio Botelho, autor da versão brasileira e supervisor musical desta montagem, confirma que ‘o papel de Tevye exige uma das maiores entregas vocais de personagens masculinos entre os musicais da Broadway. As canções dele se alternam entre temas judaicos suaves e bem-humorados (‘If I Were a Rich Man’), passando por fortes e dramáticos solilóquios e chegando ao extremo lirismo num emocionante dueto com a esposa Golda (‘Do you Love me?’). Se há mesmo um Rei Lear entre os papeis masculinos dentro do teatro musical, este é Tevye’.
Ao lado de Mayer, a veteraníssima de musicais Soraya Ravenle também se preparou para uma estreia: ‘Um Violinista no Telhado’ é seu primeiro musical internacional. Estrela de sucessos brasileiros como ‘Ópera do Malandro’ (2003), ‘Sassaricando’ (2007), ‘Dolores’ (1999) e ‘South American Way’ (2001), ela realiza seu primeiro trabalho interpretando versões em português para os grandes momentos cantados de seu personagem, ‘Do you Love Me?’ e ‘Sunrise, Sunset’.
Paz, amor e tradição
Dando vida a Anatevka
UM VIOLINISTA NO TELHADO
Baseado em histórias de Sholem Aleichem, sob permissão especial de Arnold Perl
TEXTO Joseph Stein
LETRAS Sheldon Harnick
MÚSICA Jerry Bock
VERSÃO BRASILEIRA Claudio Botelho
DIREÇÃO Charles Möeller
ELENCO
José Mayer – Tevye
Soraya Ravenle – Golda
Rachel Rennhack – Tzeitel
Malu Rodrigues / Karina Mathias – Hodel
Julia Fajardo – Chava
Ada Chaseliov – Yente
Sylvio Zilber – Lazar Wolf
Alessandra Verney – Fruma Sarah
Nicola Lama – Perchik
André Loddi – Motel
Germano Pereira – Fyedka
Germana Guilherme – Shandel
DIREÇÃO MUSICAL: Marcelo Castro
COREOGRAFIA ORIGINAL: Jerome Robbins
RECRIAÇÃO COREOGRÁFICA: Janice Botelho
CENÁRIO: Rogério Falcão
FIGURINOS: Marcelo Pies
ILUMINAÇÃO: Paulo Cesar Medeiros
DESIGN DE SOM: Marcelo Claret
VISAGISMO: Beto Carramanhos
COORDENAÇÃO ARTÍSTICA: Tina Salles
CASTING: Marcela Altberg
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Aniela Jordan e Luiz Calainho
Venda de ingressos!
Estreia: 8 de março!
Horários:
Quintas, 21h
Sextas, 21h30
Sábados, 21h
Domingos, 17h
Ingressos:
Quintas e sextas-feiras:
SETOR VIP: R$ 140,00
PLATEIA: R$ 120,00
BALCÃO I: R$ 70,00
BALCÃO II: R$ 40,00
Sábados e domingos:
SETOR VIP: R$ 200,00
PLATEIA: R$ 180,00
BALCÂO I: R$ 110,00
BALCÃO II: R$ 60,00
DURAÇÃO: 2h35 com intervalo
CENSURA: 5 anos
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Torcida total para São Clemente
No Carnaval Carioca de 2012, a escola de samba São Clemente, veio homenageando a Broadway, e como sabemos o musical onde o Zé Mayer interpreta o leiteiro Tevy, Um Violinista no Telhado, é um musical da Broadway.
No samba, porém a São Clemente resaltou a importância do espetáculo e resaltou ainda na primeira estrofe: "Prepare o seu coração, Épura emoção
A sirene acabou de tocar (U-lá-lá)
A orquestra começou
E entoou o meu cantar
Um violino anuncia
Vem viajar na magia
Do meu cabaré, com samba no pé
Vem exibir, pode aplaudir
Será que é sonho meu?
Sucesso aqui vou eu".
E na montagem da escola, quem homenageou o espetáculo foi a Bateria! a roupa da bateria representava Judeus Ortodóxos, como sabemos os personagens da peça são de maioria Judaica, e também, inovando, a bateria foi composta por um VIOLINISTA!
O ator Eduardo Galvão, junto com Soraya Ravenle que está no musical Um Violinista no Telhado, em momento da coreografia que resalta: "Um Violinista anuncia..."
Ai mais uma parte da escola que resaltou Um Violinista no Telhado, desta vez a homenagem partiu da Comisão de Frente!
E ai a bateria, o Violinista, inovação de bateria das escolas de samba, e o Ritimista vestido de Judeu!
Vamos combinar!! Só faltou nesse desfile desfilar mesmo o Zé Mayer! Seria tudo de bom!
Att.
Blog José Mayer
Amália convida Pereirinha para entrar com ela na igreja, mas ele recusa
Guaracy (Paulo Rocha) já tinha aceitado o convite para acompanhar Amália (Sophie Charlotte) na igreja, mas com medo do pai não gostar, a noiva resolve convidá-lo. E, de fato, Pereirinha (José Mayer) não se anima nada com a ideia. "Para mim esse negócio do pai entregar a filha pro noivo na igreja é pagar mico!", responde ele à Amália.
Ela insiste, mas o pai é categórico: "Casamento para mim é um negócio antigo, ultrapassado, careta. Só alguém muito inocente para entrar nessa. Se você está a fim de casar, paciência. Mas comigo do seu lado...Tô fora!". Ela sai decepcionada e mantém o combinado: entrar na igreja ao lado de Guaracy.
Não perca Fina Estampa! Esta cena vai ao ar na terça-feira, 21 de fevereiro.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Como será o fim de Tereza Cristina e Pereirinha?
Tereza Cristina (Christiane Torloni) vai terminar "Fina Estampa" sem punição e nos braços de seu amante, Pereirinha (José Mayer). A vilã vai conseguir escapar de seus crimes após ser dada como morta em um furacão que vai varrer a Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, no fim da novela das nove da Globo. "Tereza Cristina é realmente dada como morta. Mas o cadáver dela não aparece", adianta o autor Aguinaldo Silva à coluna. Segundo ele, a herança da socialite deverá ser dividida: metade vai para seus herdeiros --os filhos Patrícia (Adriana Birolli) e Renê Jr. (David Lucas)-- e a outra parte deverá ficar com seu fiel mordomo, Crodoaldo Valério (Marcelo Serrado)
"Quem diria que o romance do Pereirinha com a toda poderosa Tereza Cristina Buarque Siqueira ex Velmont chegaria onde está chegando? Eu, particularmente, gostei!" (Giulia Sanches)
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Tereza Cristina implora para ir para cama com Pereirinha
Tereza Cristina (Christiane Torloni) está toda se querendo para René
(Dalton Vigh). Ela não perde tempo e veste a mais deslumbrante de suas
camisolas para aguardar o ex-marido na mansão. Quando René passa pelo
corredor, Tereza abre a porta de sua suíte master e parte para o
“ataque”. “Vai me dizer que não tem saudade da minha boca?”, diz ela ao
tentar beijá-lo.
René prontamente recusa o chamego da ex-mulher: “Sai da minha frente!
Você enlouqueceu de vez!”. Ele se tranca no quarto de hóspedes, e a
perua se desespera. Mas René continua irredutível: “Vai atrás do teu
peixeiro”, diz, referindo-se a Pereirinha (José Mayer).
E é exatamente o que Tereza Cristina faz. Ela chega como um foguete à
casa do pescador, e dispara: “Vamos logo com isso, me pega, me rasga
toda, me dilacera!”. Mas, para a surpresa da perua, Pereirinha também a
rejeita: “Perdi a vontade”. Assim como René, ele também se tranca no
quarto, deixando a madame do lado de fora. “Estou morta de fome. Preciso
de um robalo desesperadamente!, ela grita. “Se vira com a Sardinha que
voltou pra tua casa!”, rebate o pescador.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
EXCLUSIVO: ''Nunca tive ciúmes. Eu dava risadas quando amigas perguntavam do meu pai'', diz Júlia Fajardo
Se em Fina Estampa, o Pereirinha não foi um exemplo para os filhos, na vida real, José Mayer faz o estilo "paizão" para Júlia Fajardo, fruto do casamento do ator com a atriz Vera Fajardo. Ela fez uma pequena participação em Páginas da Vida, exibida em 2006 pela Rede Globo e, este ano, fará um papel de destaque em O Rei Davi, que está no ar na Rede Record.
Júlia será Tamar, filha do Rei Davi (Leonardo Brício), que é estuprada pelo irmão. A atriz contou que o pai já chegou a fazer perguntas a respeito desta cena do estupro, devido ao trabalho na série ser algo que vai apresentar a atriz ao grande público.
"Levamos quase dois dias para gravar. A cena foi forte, mas muito bem cuidada", revela. Os olhos da moça brilham quando fala dos pais. "Um dos meus sonhos é ter os dois juntos comigo no palco".
Em entrevista exclusiva à Contigo! Online, Júlia fala da harmonia familiar, de como é ser filha de um dos maiores galãs das novelas brasileiras e também sobre a decisão de seguir a mesma carreira dos pais.
Contigo! Online: Você é filha de um dos maiores galãs da TV. Já teve ciúmes? Viveu alguma situação engraçada por conta disso?
Júlia Fajardo: Nunca tive ciúmes, eu dava risadas quando minhas amigas perguntavam sobre meu pai. Eu vivi uma situação muito engraçada quando eu tinha uns 15 anos. Uma amiga, mais ou menos da minha idade, foi lá em casa e pediu para ver onde meu pai dormia. Eu deixei e ela ficou encantada, falava: ‘Nossa, é aqui que ele dorme’.Depois ela pediu para conhecer o banheiro e ficou lá sentada no vaso sanitário olhando tudo, tipo ‘é aqui que ele fica’ (risos). Outra amiga minha já mais velha, às vezes, me pergunta. ‘E aí como está o José?’. Eu morro de rir, meu pai já virou José para ela.
Contigo! Online: E fora das telas. Como seu pai é?
Júlia Fajardo: As pessoas podem pensar que ele é meio sério, tipo galã, mas ele é caseiro e super brincalhão. Ele brinca e pergunta: ‘Não sei o que viram em mim. Eu não sou bonito’. Alguma coisa viram né? (risos).
Contigo! Online: Com quem você se acha mais parecida?
Júlia Fajardo: Acho que sou uma mistura, tanto na aparência quanto na personalidade. O meu pai é muito brincalhão, mas também é mais caseiro, gosta de ficar na dele e eu tenho esses momentos. Agora eu tenho uma alegria muito grande, característica da família da minha mãe.
Contigo! Online: Seus pais souberam lidar com a fama. E você? Está preparada?
Júlia Fajardo: Meus pais sempre foram muitos discretos e reservados. O assédio era mais em cima dele, mas ele é muito tranquilo quanto a isso. Acho que isso tudo faz parte e acho que vou saber lidar com isso assim como meus pais. Eu sei que sou mais jovem e no tempo deles, o assédio não era tão grande, a exposição era menor. Eu nunca vou deixar de sair por conta do assédio. Acho também que tudo é uma questão de diálogo. Quando estou com meu pai e algum fotógrafo se aproxima, paramos, posamos e pronto, acaba ali. Se você começar a fugir de tudo, vai enlouquecer.
Contigo! Online: Falam que os pais são sempre muito protetores da filha única. Você já até mora sozinha. Como foi isso?
Júlia Fajardo: Eu resolvi morar sozinha aos 23 anos. No início, senti um pouco de medo de falar essa decisão, afinal, a vida lá na casa dos meus pais era uma delícia. Nunca fui mimada ao ponto de ter tudo o que eu queria, na hora que eu queria, já recebi muito não. Só que o mimo vinha naquela forma de carinho. Até hoje falo com eles todos os dias. O meu pai brincava que eu poderia morar no anexo da casa, que é o escritório dele. Considero que foi muito bom, muito importante para nossa relação e para o meu crescimento.
Contigo! Online: Existe uma lenda de que quem passa a morar sozinha, se desacostuma a morar junto. Você quer casar? Ter filhos?
Júlia Fajardo: Sim, quero sim. Quero casar ainda e ter mais de um filho, pelo menos. Acho que filha única sempre tem esse desejo. Ter mais de um filho. Quando era bem pequena sentia falta de irmãos. Já em adolescente não, parece que adolescente briga muito com os irmãos, vejo com os meus amigos.
Contigo! Online: Você pedia irmãos para seus pais?
Júlia Fajardo: Sim, mas eles também queriam mais filhos. A minha mãe perdeu dois filhos depois de mim. Eles já demoraram em me ter, depois tentaram e perderam. Enfim, eu acho que tinha que ser filha única.
Contigo! Online: Você está diante de um desafio no Rei Davi. Como foi gravar a cena em que a sua personagem é estuprada pelo irmão?
Júlia Fajardo: No começo, a Tamar é amorosa e doce. Ela tem uma boa relação com os dois irmãos e jamais poderia imaginar que um deles iria mudar e sentir desejo por ela. Depois do estupro, ela passa a sofrer muito. Ela se sente culpada porque um irmão manda matar o outro por conta desse estupro. Demoramos quase dois dias para gravar a cena, que é muito forte, mas foi muito bem cuidada. Depois fui para maquiagem para caracterizar como ela fica após a violência e chorava ao ver as roupas em farrapos, as manchas roxas, arranhões. Tenho a pele muito sensível e não tinha como não sair sem nenhuma mancha roxa de verdade, apesar de todo o cuidado que tiveram comigo.
Contigo! Online: Quais são seus sonhos?
Júlia Fajardo: Nossa, são tantos (risos), Quero ter filhos, fazer cinema e fazer um trabalho encenando com a minha mãe e meu pai juntos.
Contigo! Online: Você está namorando agora?
Júlia Fajardo: Pode colocar aí que eu estou feliz? (risos) Ou então vou usar aquela frase. Não falo da minha vida pessoal (risos).
ENTREVISTA CONTIGO! ONLINE.
Contigo! Online: Você é filha de um dos maiores galãs da TV. Já teve ciúmes? Viveu alguma situação engraçada por conta disso?
Júlia Fajardo: Nunca tive ciúmes, eu dava risadas quando minhas amigas perguntavam sobre meu pai. Eu vivi uma situação muito engraçada quando eu tinha uns 15 anos. Uma amiga, mais ou menos da minha idade, foi lá em casa e pediu para ver onde meu pai dormia. Eu deixei e ela ficou encantada, falava: ‘Nossa, é aqui que ele dorme’.Depois ela pediu para conhecer o banheiro e ficou lá sentada no vaso sanitário olhando tudo, tipo ‘é aqui que ele fica’ (risos). Outra amiga minha já mais velha, às vezes, me pergunta. ‘E aí como está o José?’. Eu morro de rir, meu pai já virou José para ela.
Contigo! Online: E fora das telas. Como seu pai é?
Júlia Fajardo: As pessoas podem pensar que ele é meio sério, tipo galã, mas ele é caseiro e super brincalhão. Ele brinca e pergunta: ‘Não sei o que viram em mim. Eu não sou bonito’. Alguma coisa viram né? (risos).
Contigo! Online: Com quem você se acha mais parecida?
Júlia Fajardo: Acho que sou uma mistura, tanto na aparência quanto na personalidade. O meu pai é muito brincalhão, mas também é mais caseiro, gosta de ficar na dele e eu tenho esses momentos. Agora eu tenho uma alegria muito grande, característica da família da minha mãe.
Contigo! Online: Seus pais souberam lidar com a fama. E você? Está preparada?
Júlia Fajardo: Meus pais sempre foram muitos discretos e reservados. O assédio era mais em cima dele, mas ele é muito tranquilo quanto a isso. Acho que isso tudo faz parte e acho que vou saber lidar com isso assim como meus pais. Eu sei que sou mais jovem e no tempo deles, o assédio não era tão grande, a exposição era menor. Eu nunca vou deixar de sair por conta do assédio. Acho também que tudo é uma questão de diálogo. Quando estou com meu pai e algum fotógrafo se aproxima, paramos, posamos e pronto, acaba ali. Se você começar a fugir de tudo, vai enlouquecer.
Contigo! Online: Falam que os pais são sempre muito protetores da filha única. Você já até mora sozinha. Como foi isso?
Júlia Fajardo: Eu resolvi morar sozinha aos 23 anos. No início, senti um pouco de medo de falar essa decisão, afinal, a vida lá na casa dos meus pais era uma delícia. Nunca fui mimada ao ponto de ter tudo o que eu queria, na hora que eu queria, já recebi muito não. Só que o mimo vinha naquela forma de carinho. Até hoje falo com eles todos os dias. O meu pai brincava que eu poderia morar no anexo da casa, que é o escritório dele. Considero que foi muito bom, muito importante para nossa relação e para o meu crescimento.
Contigo! Online: Existe uma lenda de que quem passa a morar sozinha, se desacostuma a morar junto. Você quer casar? Ter filhos?
Júlia Fajardo: Sim, quero sim. Quero casar ainda e ter mais de um filho, pelo menos. Acho que filha única sempre tem esse desejo. Ter mais de um filho. Quando era bem pequena sentia falta de irmãos. Já em adolescente não, parece que adolescente briga muito com os irmãos, vejo com os meus amigos.
Contigo! Online: Você pedia irmãos para seus pais?
Júlia Fajardo: Sim, mas eles também queriam mais filhos. A minha mãe perdeu dois filhos depois de mim. Eles já demoraram em me ter, depois tentaram e perderam. Enfim, eu acho que tinha que ser filha única.
Contigo! Online: Você está diante de um desafio no Rei Davi. Como foi gravar a cena em que a sua personagem é estuprada pelo irmão?
Júlia Fajardo: No começo, a Tamar é amorosa e doce. Ela tem uma boa relação com os dois irmãos e jamais poderia imaginar que um deles iria mudar e sentir desejo por ela. Depois do estupro, ela passa a sofrer muito. Ela se sente culpada porque um irmão manda matar o outro por conta desse estupro. Demoramos quase dois dias para gravar a cena, que é muito forte, mas foi muito bem cuidada. Depois fui para maquiagem para caracterizar como ela fica após a violência e chorava ao ver as roupas em farrapos, as manchas roxas, arranhões. Tenho a pele muito sensível e não tinha como não sair sem nenhuma mancha roxa de verdade, apesar de todo o cuidado que tiveram comigo.
Contigo! Online: Quais são seus sonhos?
Júlia Fajardo: Nossa, são tantos (risos), Quero ter filhos, fazer cinema e fazer um trabalho encenando com a minha mãe e meu pai juntos.
Contigo! Online: Você está namorando agora?
Júlia Fajardo: Pode colocar aí que eu estou feliz? (risos) Ou então vou usar aquela frase. Não falo da minha vida pessoal (risos).
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