domingo, 2 de agosto de 2015

Relembrando: Malu Mulher (1979)

          Malu Mulher foi uma série de televisão brasileira apresentada pela Rede Globo de 24 de maio de 1979 a 22 de dezembro de 1980, criada e dirigida por Daniel Filho.
          O primeiro episódio foi reapresentado no Festival 20 Anos, em junho de 1985. No Festival 30 Anos, alguns episódios foram reprisados durante uma semana, em março de 1995. Em 2006, Malu Mulher teve alguns episódios lançados em DVD, e a Som Livrerelançou a trilha sonora em CD, dentro da coleção Masters Trilhas. E a partir de 4 de maio de 2013, será reprisada pelo Canal Viva, canal de TV por assinatura pertencente à Rede Globo.
SINOPSE:
O episódio de estreia aborda o processo de separação de Malu e Pedro Henrique, as brigas, com agressões físicas e verbais, a insegurança e o medo da filha adolescente do casal, Elisa, e a evidente desarmonia no lar.
O primeiro ano do seriado mostra a saída de Malu de casa, e as dificuldades de Malu na tentativa de conseguir se sustentar, conseguir manter a casa nova, e também manter a filha.
No segundo ano, Malu está mais amadurecida e consegue um trabalho fixo num instituto de pesquisa. Tem incío então uma nova fase, onde ela está pronta para recomeçar a vida amorosa.
CENSURA:
Antes que os episódios fossem finalizados, houve uma apresentação das Séries Brasileiras para a imprensa, na qual Regina Duarte falou sobre sua personagem e sobre a emancipação feminina na sociedade brasileira. Uma entrevista arriscada, já que não se sabia se, até o final da apresentação, a Censura Federal iria liberar Malu Mulher, Carga Pesada e Plantão de Polícia. Os seriados, de qualquer forma, acabaram recebendo os certificados para exibição. O autor Walther Negrão conta que chegou a escrever um episódio que foi vetado pela Censura Federal. Em Malu, a Rainha da Boca do Lixo, a socióloga era contratada por um instituto para fazer uma pesquisa sobre prostituição emSão Paulo. Ela, então, disfarçava-se de prostituta e ia para a Rua do Triunfo, onde acabava sendo presa. O delegado, no entanto, percebia que se tratava de uma mulher instruída e temia que ela fosse jornalista. Na época, um dos casos mais comentados nos jornais era o de um delegado que espancava prostitutas. O episódio sofreu ação da Censura Federal: inicialmente vetado, chegou a ser liberado, mas não a tempo de ser exibido na última temporada de Malu Mulher.
ELENCO:
Regina Duarte .... Maria Lúcia Fonseca (Malu)
Dennis Carvalho .... Pedro Henrique
Narjara Turetta .... Elisa
Antônio Petrin .... Gabriel Fonseca
Sônia Guedes .... Elza Fonseca
José Mayer
Ricardo Petraglia
Lúcia Alves
Cláudio Marzo
Renée de Vielmond
Dina Sfat
Mauro Mendonça
Wanda Lacerda
Elza Gomes
Mário Lago
Eva Wilma
Carlos Zara
Yoná Magalhães
Arlete Salles
Fábio Júnior
Lucélia Santos
Marília Pera
Gianfrancesco Guarnieri
Susana Vieira
Cecil Thiré
Ângela Leal
Ewerton de Castro
Paulo Figueiredo
Fátima Freire
Natália do Valle
Ney Latorraca
Christiane Torloni
Fábio Sabag
Gracindo Júnior
Ruthinéa de Moraes
Dorinha Duval
Isaac Bardavid
André Valli
Buza Ferraz
Cidinha Milan
Duse Nacaratti
Ricardo Blat
Cláudia Jimenez
Arthur Costa Filho
Maria Sílvia
Marcos Frota
André Di Mauro
Zaira Zambelli

domingo, 26 de julho de 2015

Relembrando: Sítio do Pica-pau Amarelo (1977)

Sítio do Picapau Amarelo é o nome de um programa de televisão infantil brasileiro, produzido pela Rede Globo de 1977 a 1986 em parceria com a TVE e o MEC, baseado na obra de Monteiro Lobato.
A designação ideal referente ao formato do programa chama-se "seriado", devido à sua divisão em episódios que formam histórias fechadas. Os episódios da série variavam na duração de capítulos entre 5, 10, 15, 20 (em sua maioria), 25, 30, 35, 40, 65 e 90. Essa foi a mais conhecida de todas as versões, considerada a Clássica.
Os textos dessa versão foram escritos por nomes de peso da teledramaturgia, como: Wilson Rocha, Marcos Rey, Sylvan Paezzo eBenedito Ruy Barbosa. A direção geral e idealização do programa foi de Geraldo Casé considerado o "Pai" do programa nos quase 10 anos que o programa esteve no ar. Outros diretores também passaram pelo programa, como Fábio Sabag, Gracindo Júnior, Roberto Vignati, Reynaldo Boury, mas sempre com direção geral de Geraldo Casé. Edwaldo Pacote era o supervisor geral do programa.
Foram quase dez anos de duração: estreou em 7 de março de 1977 e saiu do ar em 31 de janeiro de 1986, contando com 69 episódios e 1.558 capítulos.
De 1977 até 1981 o Sítio esteve no horário das 17h30, com reprise na manhã seguinte. A partir de 1982 com a entrada do Caso Verdade às 17h30, o Sítio mudou de horário para as 16h45. 1983 o Sítio foi para o ar ao meio-dia, retornando às 16h45 em 1984. Em 1985 e 1986, últimas temporadas, o Sítio retornou no horário antigo normal das 17h30.
Na metade dos anos 90, a TVE reprisou vários episódios da série.
Barra de Guaratiba fora o local escolhido para a locação fixa da incrível e inesquecível série infanto-juvenil da TV Globo. Um sítio, com casa, curral e jardins, foi construído especialmente para o programa na Estrada Burle Marx (antiga estrada de Barra de Guaratiba,em Barra de Guaratiba. Lá eram gravadas as cenas externas e também algumas internas como:(sala,cozinha,celeiro). As outras gravações (biblioteca,laboratório do Visconde, quartos, Gruta da Cuca, Reino das Águas Claras,etc.) eram gravadas nos estúdios da Cinédia. A Mata eles gravavam na Floresta da Tijuca e em matas de Barra de Guaratiba e Pedra de Guaratiba. O Arraial de Tucanos foi construído cenograficamente do lado do Sítio e todas as suas gravações internas como por ex:a venda do Seu Elias,eram feitas lá. A praia em que aparece em alguns episódios como:(O Minotauro,Os Piratas do Capitão Gancho,Dom Quixote, O Terrível Pássaro Roca,Robson Crusoé,etc.),eram gravadas na praia de Grumari, próximo à Barra de Guaratiba, que serviu e serve até os dias de hoje de cenário para outras produções Globais.
SINOPSE:
Dona Benta é uma velha senhora que vive no Sítio do Pica-Pau Amarelo, afastada da correria e do barulho da cidade grande. Com ela vivem Tia Anastácia, que cozinha quitutes para todos, e sua neta Lúcia, mais conhecida como Narizinho. Vivendo sozinha e tendo apenas as duas mulheres idosas como companhia, a menina cria um mundo de fantasias, no qual a personagem principal é a sua boneca Emília, feita por Tia Anastácia com restos de pano. Também vivem no sítio o velho Tio Barnabé e seus ajudantes Zé Carneiro e Malazarte, responsáveis pela manutenção do sítio.
Um dia Narizinho conhece o Príncipe Escamado, soberano do Reino das Águas Claras, que por coincidência, fica localizado no ribeirão do sítio. O Príncipe fica encantado com a menina e a convida para conhecer seu reino. Lá, ela é apresentada aos mais proeminentes súditos, como a azeda Carochinha, responsável por administrar os contos de fada, e determinada a manter o Pequeno Polegar preso em seus livros. Também a Doutor Caramujo, um renomado cientista, que dá a Emília a pílula falante. Depois que ingere o remédio, Emília começa a falar e não para mais.
Durante o período de férias escolares, Narizinho tem como companhia, seu primo Pedrinho, que estuda na cidade grande onde vive com sua mãe. O Menino também tem um amigo montado por tia Anastácia, o Visconde de Sabugosa, feito de uma espiga de milho velha, que também ganha vida. Por ter sido esquecido, por um bom tempo do meio dos livros, o Visconde adquiriu uma admirável sabedoria, tornando-se intelectual e cientista.
No sítio do Pica-Pau Amarelo tudo é possível. A Fantasia se mistura com a realidade, fazendo parte do cotidiano da menina Narizinho e de seu primo Pedrinho. E são com personagens adultos que as crianças compartilham suas aventuras num mundo fantástico onde transitam a boneca Emília, o Visconde de Sabugosa, o Saci Pererê, a Cuca, a Iara e outros personagens fantasiosos.
ELENCO:

Richard Eggenstein - Tonho (Criança)
Zilka Salaberry - Dona Benta
Jacyra Sampaio - Tia Nastácia
Rosana Garcia - Narizinho (1977 a 1980)
Daniele Rodrigues - Narizinho (1981 e 1982)
Izabella Bicalho - Narizinho (1983 e 1984)
Gabriela Senra - Narizinho (1985 e 1986)
Júlio César - Pedrinho (1977 a 1980)
Marcelo José - Pedrinho (1981 a 1984)
Daniel Lobo - Pedrinho (1985 e 1986)
Dirce Migliaccio - Emília (1977)
Reny de Oliveira - Emília (1978 a 1982)
Suzana Abranches - Emília (1983 a 1986)
Germano Filho - Seu Elias Turco (1977)
Francisco Nagem - Seu Elias Turco (1978 a 1986)
André Valli - Visconde de Sabugosa
Samuel dos Santos - Tio Barnabé
Tonico Pereira - Zé Carneiro
Zezé Macedo - Dona Carochinha
Cláudio Savietto - Tommil
Thaís Portinho - Ritinha
Lajar Muzuris - índio Harú
Nilson Condé - Robin Hood
Canarinho - Garnizé / Malazarte
Ivan Senna - João Perfeito
Romeu Evaristo - Saci Pererê

Manoel Claristenes - Saci Pererê (1980)
Genival dos Santos - Saci Tric
Dorinha Duval - Cuca (1977 e alguns episódios de 1980)
Stela Freitas - Cuca (1978, 1979 e alguns episódios de 1980)
Catarina Abdala - Cuca (1981 a 1986)
Rosana Israel - Cuca (1986)
Chaguinha - Rabicó
Nelson Camargo - Coronel Zé Bento
José Mayer - Burro Falante
Ivan de Albuquerque - Besouro 1
Júlio Braga - Besouro 2
Sokram Sommar - Anjinho
Túlio Abreu - Criança
Maitê Proença - Bela
Myriam Pérsia - mãe de Pedrinho

José Mayer fará próximo musical da dupla Claudio Botelho e Charles Möeller

José MayerJosé Mayer será o protagonista de “Kiss me, Kate”, último musical que Cole Porter escreveu para o palco. A versão brasileira será assinada por Charles Möeller e Claudio Botelho. “Só faria com o Zé mesmo”, diz Claudio, que já trabalhou com o ator em “Um violinista no telhado”.

O ultimo trabalho do ator foi como Cládio Bolgari na novela Império, de Aguinaldo Silva.

domingo, 19 de julho de 2015

Relembrando: Enigma para Demônios (1975)

        Enigma para Demônios é um filme brasileiro de 1975, do gênero drama, escrito e dirigido por Carlos Hugo Christensen, e comroteiro baseado no conto Flor, Telefone, Moça, de Carlos Drummond de Andrade.

SINOPSE:
Jovem órfã que vivia em Buenos Aires vai morar com os tios em Ouro Preto, para tomar posse da sua herança. Ao visitar o túmulo da mãe, pega uma flor em um túmulo qualquer. A partir desse dia, ela começa a receber estranhos telefonemas ameaçadores.






ELENCO:
Monique Lafond .... Elza
Mario Brasini ... Raul
Lícia Magna ... Laura
Rodolfo Arena ... Ricardo
Daniel Carvalho ... Dr. Barbosa
Palmira Barbosa ... Jurema

Eduardo Tornaghi
Luiz Fernando Ianelli 
José Mayer
Rosita Thomaz Lopes


*** O filme marcou a estréia de José Mayer no cinema***

domingo, 12 de julho de 2015

Relembrando: Peer Gynt

        Peer Gynt é uma peça teatral em 5 atos, escrita em versos pelo dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, e publicada em 14 de novembro de 1867, em Copenhague, capital da Dinamarca.
         A primeira representação de Peer Gynt foi feita dez anos após ser publicado, no Christiania Theater, localizado em Oslo, capital da Noruega, em 24 de fevereiro de 1876 . Esta apresentação foi musicada pelo compositor norueguês, Edvard Grieg.

I ATO:

        Peer Gynt é filho do outrora altamente considerado Jon Gynt. Jon Gynt, porém, gastou todo seu dinheiro em festas e viveu luxuosamente até não sobrar mais nada, vendo-se obrigado a deixar sua fazenda e partir como um vendedor vagante, deixando sua esposa e filho para trás, cheios de dívidas. Aase, a mãe, queria criar o filho para restaurar a fortuna perdida de seu pai, mas desde cedo Peer é considerado inútil pelos colegas. Ele é um poeta e fanfarrão, ao contrário do jovem norueguês dos contos de fadas, o Askeladden, com quem compartilha algumas características.
       Na medida que a peça se inicia, Peer dá conta de uma caça de renas que não deu certo, uma famosa cena teatral, conhecida comoBukkerittet. Sua mãe despreza-o por sua imaginação fértil, e zomba dele porque estragou suas chances com Ingrid, a filha de um rico fazendeiro. Peer segue para o casamento de Ingrid, previsto para o dia seguinte, porque sente que ainda pode ter uma chance com a noiva. Sua mãe o segue rapidamente para impedi-lo de se envergonhar completamente.
       No casamento, Peer é insultado e causa riso nos outros convidados, especialmente o ferreiro local, Aslak, que guarda rancor depois de uma briga anterior. Mas, durante o casamento, Peer encontra uma família Haugean, recém-chegada de outro vale. Ele imediatamente percebe a filha, Solveig, e pede a ela para dançar. Ela se recusa por causa de seu pai e porque a reputação de Peer o precedeu. Ela sai, e Peer começa a beber. Quando ele ouve que a noiva está trancada em seu quarto, aproveita a oportunidade, foge com ela, e ambos passam a noite nas montanhas...

II ATO:

         Peer rejeita Ingrid depois de ter passado a noite com ela, e ela jura vingança. Sua ação tem uma conseqüência: Peer é banido. Como ele vagueia pelas montanhas, sua mãe, Solveig, e o pai de Solveig procuram por ele. Durante sua fuga, ele conhece três amorosas montanhesas que estão esperando para serem cortejadas portrolls (uma figura do folclore de Gudbrandsdalen). Ele se embebeda com elas e passa o dia seguinte sozinho, sofrendo de ressaca. Ele bate a cabeça em uma pedra e desmaia, e o resto do segundo ato ocorre através dos sonhos de Peer. Ele se depara com uma mulher vestida de verde, que é a filha do rei da montanha, Senhor dos Trolls. Juntos, eles entram no salão de montanha, e o Rei dos Trolls dá a Peer a oportunidade de se tornar um troll se ele se casar com sua filha.
        Peer concorda, com uma série de condições, mas declina no final. Ele é então confrontado com o fato de que a mulher vestida de verde está grávida. Peer nega tê-la tocado, mas o sábio rei dos trolls responde que gerou a criança em sua cabeça. Crucial para o enredo e compreensão da peça é a pergunta feita pelo rei dos trolls: Qual é a diferença entre um troll e um homem?
        A resposta dada pelo Senhor dos Trolls é: "Lá, onde brilha céu, os seres humanos dizem: “Para ti mesmo é a verdade”. Aqui, os trolls dizem: “Seja fiel a si mesmo”. O egoísmo é uma característica típica dos trolls nesta peça. A partir de então, Peer usa isso como seu lema, sempre proclamando que ele é ele mesmo, o que quer que seja. Um dos personagens mais interessantes é o “Meg Selv” (“Eu”) ou “Den Store Bøygen” (“Bøyg, o Grande”), uma criatura que não tem descrição real. Sobre a questão "Quem é você?", Bøyg responde: "eu mesmo". Com o tempo, Peer também usa o lema de Bøyg: "Dá a volta", ou "rodeie". Pelo resto de sua vida, ele fica cheio de rodeios ao invés de enfrentar a si mesmo ou a verdade. Ao acordar, ele é confrontado por Helga, a irmã de Solveig, que lhe dá comida e respeito de sua irmã. Peer dá à menina um botão de prata para Solveig manter, e pede que ela não o esqueça.

III ATO:

         Como um fora da lei, Peer luta para construir sua própria casa de campo nas colinas. Solveig aparece e insiste em viver com ele. Ela diz que fez a sua escolha, e não haverá retorno. Peer fica encantado e congratula-se com ela, mas quando ela entra, uma mulher idosa em um vestido verde aparece com um garoto mancando ao seu lado. Esta é a mulher vestida de verde da sala da montanha. Ela o amaldiçoa, forçando-o a lembrar dela, e de todos os seus pecados anteriores, quando encontra Solveig. Peer ouve uma voz fantasmagórica dizendo: "Vá Peer, vá para fora", e decide partir. Ele diz a Solveig que tem algo muito penoso a fazer, depois volta no tempo, para a morte de sua mãe, e depois sai.

IV ATO:

       Peer fica longe por muitos anos, ocupando-se de várias coisas, inclusive sendo um empresário envolvido em empresas, na costa do Marrocos. Ele explica sua visão da vida, que agora ele é um homem de negócios, com dinheiro sujo em suas mãos. Ele foi missionário, comerciante de escravos e muitas outras coisas. Seus amigos o roubam e o deixam sozinho na praia, e ele encontra alguns pertences de beduíno e, nestas roupas, ele é reverenciado como um profeta por uma tribo local. Tenta seduzir Anitra, a filha do sheik, mas ela foge e o abandona. Então ele decide se tornar um historiador, viaja para o Egito e vagueia através do deserto, passa pelo Colossos de Mêmnon e pela Esfinge.
         Quando questiona a Esfinge, acreditando que ela seja Bøyg, encontra o guarda do hospício local, insano, que considera Peer o portador da sabedoria suprema. Peer vai ao hospício, e entende que todos os pacientes vivem em seus próprios mundos, sendo eles mesmos, a tal ponto que ninguém se importa com ninguém. Em sua juventude, Peer tinha sonhado em se tornar um imperador. Neste lugar, ele finalmente é aclamado como um - "O Imperador de si mesmo". Peer se desespera e chama pelo "Guarda de todos os tolos", isto é, Deus.

V ATO:

         Finalmente, no caminho de casa como um homem velho, ele é náufrago. Entre as pessoas a bordo, ele encontra o “Estranho Passageiro”, que quer fazer uso do cadáver de Peer para descobrir onde os sonhos têm o seu lugar. Este passageiro assusta Peer, que fica fora de seu juízo. Ele volta à terra como um homem triste e rabugento. De volta para casa, na Noruega, Peer atende um funeral de camponeses e um leilão, onde ele oferece para vender tudo de sua vida anterior. O leilão acontece na mesma fazenda onde o casamento fora realizado, inicialmente. Peer tropeça, e é confrontado com tudo o que ele não fez, as músicas não cantadas, as obras desfeita, as lágrimas não derramadas e as perguntas que nunca foram feitas. Sua mãe volta e afirma que sua morte não deu certo, que ele não vai levá-la para o céu com suas divagações.
          Peer escapa e é confrontado com o moldador de botões, que afirma que a alma de Peer deve ser derretida com outros produtos defeituosos, a menos que ele possa explicar quando e onde, em vida, ele foi "ele mesmo". Peer protesta, pois foi só isso, e nada mais. Então ele encontra o Rei dos Trolls, que afirma que ele foi um troll, e não um homem, na maioria de sua vida. O modelador vem e diz que ele tem que vir com “algo que ele é”, para não ser derretido. Peer procura por um sacerdote para confessar seus pecados, e o Diabo aparece. Ele acredita que Peer não pode ser contabilizado um pecador real para ser mandado ao inferno, que ele não fez nada de grave. Peer se desespera, entendendo que sua vida está perdida; entende que ele não é nada. Mas, no mesmo momento, Solveig começa a cantar - a casa que ele mesmo construiu é fechada à mão, mas ele não ousa entrar. O Bøyg diz a ele "rodeie". O modelador aparece e exige uma lista de pecados, mas Peer não tem nenhum para dar, a menos que Solveig possa garanti-lo. Em seguida, ele lhe pergunta sobre seus pecados.
          Mas ela responde: "Você não tem pecado em tudo, meu querido menino". Peer não entende - ele acredita-se perdido. Então, ele lhe pede: "Onde Peer Gynt tem andado desde o nosso último encontro? Onde estava eu, como aquele que eu deveria ter sido, todo e verdadeiro, com a marca de Deus na minha testa?". Ela responde: "Na minha fé, na minha esperança, no meu amor". Peer grita, chama sua mãe, e esconde-se em seu colo. Solveig canta uma canção de ninar para ele, e podemos presumir que ele morra nesta última cena da peça, embora não existam indicações de cena ou diálogo para indicar que ele realmente o faz.
          Atrás da esquina, o moldador de botões, que é enviado por Deus, ainda espera, com as palavras: "Peer, nós nos encontraremos na última encruzilhada, e então veremos se... eu não direi mais nada".

1994:
Local: Rio de Janeiro
Teatro: Estreia no Teatro Glória (Rio de Janeiro), em abril de 1994
Produção: Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura
Direção: Moacyr Góes
Elenco: José Mayer, Ivone Hoffman, Patrícia França, Letícia Spiller, Marília Pêra, Paula Lavigne, Ítalo Rossi, Floriano Peixoto

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Relembrando: Bandidos da Falange

Bandidos da Falange é uma minissérie brasileira produzida pela Rede Globo e exibida de 10 de janeiro a 4 de fevereiro de 1983, em 20 capítulos. Escrita por Aguinaldo Silva com a colaboração de Doc Comparato, foi dirigida por Luís Antônio Piá e Jardel Mello.
Foi reapresentada numa edição especial em fevereiro de 1984, em formato compacto de 10 capítulos.

SINOPSE:

          Ambientada na Baixada Fluminense e na Zona Sul do Rio de Janeiro,a história é dividida em quatro blocos: "As origens", que se passa em 1975; "A organização", em 1977; "Lutas internas", em 1979; e "A queda", em 1981; mostrando a criação de uma organização criminosa chamada Falange Vermelha, de corrupção policial e de repressão. A trama começa em 1975 com a morte Paulo Alberto, um bandido que deixa para a amante Marluce, um relógio contendo diamantes de seu último roubo. O corrupto policial Tito Lívio e o sério Lucena, são encarregados de encontrarem as joias. Paralelamente no Presídio de Ilha Grande, está detido Jorge Fernando, primo de Paulo Alberto que deseja reaver os diamantes e agora comanda a facção. Enquanto está atrás de Marluce, Tito Lívio tem sido investigado pelo promotor Álvaro, e posteriormente é preso em Ilha Grande. Lá mata Jorge Fernando e assume o comando da Falange, mas antes é morto antes de uma fuga. Junior, filho de Pinheiro Lemos, dono de uma agência de carros de fachada e traficante de armas; é nomeado o novo chefe da organização já enfraquecida.
           A minissérie também mostra caso do manobrista Valdir que acaba preso em Ilha Grande, acusado de roubar a garagem em que trabalha; porém o crime é cometido por Bira, braço direito de Jorge Fernando, enquanto vivo. Após saber da notícia pelos jornais, Bira procura Glória, esposa de Valdir para ajudá-la, mas Valdir mata Jacaré no presídio piorando a situação de Valdir. Ao final e passados seis anos, Lucena descobre identifica Marluce, como amante de Paulo Alberto, mas esta fugindo da perseguição policial, por causa dos diamantes, joga-os do alto da Ponte Rio-Niterói.


CENSURA:


          Inicialmente prevista para estrear em agosto de 1982, teve de esperar cinco meses por causa da censura, indo ar com cortes. Foi a volta da atriz Marieta Severo a TV como Denise mulher do bandido Paulo Alberto e amante do corrupto Tito Lívio, após 13 anos afastada em solidariedade ao seu marido na época, Chico Buarque. Mais de 200 locações foram usadas para as gravações, como Itacuruçá, Jacarepaguá, o Presídio Vicente Piragibe, entre outros. Foi a estreia de José Mayer como ator, tendo antes feito a voz do Burro Falante do Sítio do Pica-pau Amarelo.


terça-feira, 10 de março de 2015

IMPÉRIO: Romance gay em cena não foi novidade para o galã José Mayer

Intérprete de Cláudio em 'Império' defende que relacionamentos devem ser mostrados de forma natural, independente da orientação sexual

José Mayer e Klebber Toledo em 'Império' (Foto: TV Globo)O romance vivido por Cláudio e Leonardo deu o que falar em Império! Mas está redondamente enganado quem acha que o relacionamento entre dois homens foi uma novidade na carreira de José Mayer. O ator, considerado um dos maiores "pegadores" de mulheres na ficção, conta que já beijou um colega em cena. Foi em uma época em que os gays eram pouco aceitos pela sociedade e, praticamente, não tinham espaço na televisão.

"Em 1981, fiz uma peça de Martin Sherman chamada 'Bent'. Eu fazia um homossexual perseguido na época da Alemanha nazista. Eu e o Ricardo Blat (ator) fazíamos um casal e a gente se beijava na boca", lembra Zé, dizendo que quer continuar a expandir seus horizontes tanto no campo profissional quanto no pessoal: "Como ator, o exercício da liberdade é a coisa mais importante que existe. Eu exercito minha liberdade como artista e ela amplia a minha capacidade pessoal. É claro que, como ator, sou mais corajoso do que como pessoa, porque essa é a minha função. É ter coragem para viver coisas e personagens nas quais a gente acredita."
Romance entre Leonardo e Cláudio promete 'causar' na telinha! (Foto: Império/TV Globo)
Sintonia em cena foi o que não faltou entre Kléber Toledo e José Mayer. Para o ator de 28 anos, contracenar com o veterano foi mais importante do que qualquer outro fator. "É um privilégio, o Zé é um excelente ator. Acompanho o trabalho dele há muito tempo e acho maravilhosa a oportunidade de trabalhar com atores mais experientes", exalta Kléber, que afirma não ter se preocupado com a desconstrução de sua imagem de galã: "Todo ator sonha com bons papéis. Desconstruir ou construir? Não vejo dessa forma. Cada personagem que a gente faz é uma construção para nós mesmos. O que eu fiz foi me dar ao máximo para esse personagem.